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Família de vítima do Mirabilandia faz vaquinha para custear home care; saiba como ajudar

Casa onde Dávine mora precisa passar por reforma que pode custar até R$ 60 mil

Publicado em: 18/12/2023 18:15 | Atualizado em: 18/12/2023 18:37

Em casa, Dávine terá que ser acompanhada por pelo menos sete profissionais (Foto: Reprodução/Arquivo pessoal)
Em casa, Dávine terá que ser acompanhada por pelo menos sete profissionais (Foto: Reprodução/Arquivo pessoal)
A família de Dávine Muniz, de 34 anos, está promovendo uma vaquinha para custear o  tratamento médico dela em casa. A professora caiu de um brinquedo no parque de diversões Mirabilandia, no dia 22 de setembro, e segue internada em estado grave no Hospital São Marcos, no bairro Paissandu, área central do Recife. 

Para instalação do serviço de home care, a residência de Dávine, que fica em um primeiro andar, precisa de ajustes nas paredes e teto, além de reparos hidráulicos e elétricos. Segundo Ricardo Lima, primo da professora, uma empresa especializada informou que a obra custaria de R$ 50 mil a R$ 60 mil.

“Quando Dávine terminasse as cirurgias, ela iria começar o processo de desospitalização. Depois que tivesse feito tudo o que tinha que fazer, não tinha necessidade de permanecer no hospital, já que é uma paciente de longa permanência. Só que, para continuar com esse processo de desospitalização, a casa tem que ter as condições necessárias”, explicou o familiar.

A mulher já passou por dez cirurgias desde que foi hospitalizada. A princípio, Dávine foi internada no Hospital da Restauração (HR), no Derby. Mas após uma decisão judicial, ela foi transferida para o Hospital São Marcos, onde tem o tratamento custeado pelo Mirabilandia.

Em casa, Dávine terá que ser acompanhada por pelo menos sete profissionais: técnico de enfermagem, enfermeiro, clínico geral, fonoaudióloga, fisioterapeuta, nutricionista e neurologista.

O primo afirmou ainda que a família entrou em contato com o Mirabilandia para saber se o parque tinha interesse em custear as reformas, mas que não obteve uma resposta definitiva até agora. Segundo ele, o parque deu um auxílio de R$ 10 mil após o acidente.

Por meio de nota, o Mirabilandia informou que o parque “se mantém custeando toda a assistência de Dávine e reforça que cumprirá as responsabilidades que lhe competem para o seu tratamento”.

Quem deseja contribuir, pode fazer a doação através deste link ou por meio de um Pix para o CPF 906.620.674-87, que está no nome de Valéria Muniz, mãe de Dávine.
 
O acidente 
 
Dávine Muniz caiu do brinquedo Wave Swinger, no Mirabilandia, após uma das cordas da acdeira se soltar. A professora foi arremessada da atração e caiu no chão. No momento do acidente, ela estava com uma amiga.
 
A vítima foi atendida por profissionais do parque e logo foi levada para o Hospital da Restauração, onde foi acompanhada até o dia 3 de outubro, quando foi transferida para o Hospital São Marcos. Na época, havia um entrave pois o Mirabilandia queria que a família da professora custeasse parte do tratamento. Mas, após uma determinação judicial, o Mirabilandia ficou como responsável pelos custos do tratamento. 
 
Dávine segue inconsciente e sem previsão de alta hospitalar. Atualmente ela é atendida por uma equipe multiprofissional.
 
Dávine tem poucas chances de ter uma "vida normal"
 
Por conta da gravidade do acidente, Dávine pode não recuperar a vida que tinha antes. “Ela não fala, não abre os olhos nem mexe o corpo”, afirmou o primo de Dávine.
 
Ainda de acordo com ele, a professora perdeu praticamente quase a metade do lado direito do cérebro e isso “comprometeu bastante” a recuperação.
 
Na entrevista, o pai de Dávine, José Leandro, disse que a situação é terrível. “O parque, por falta de manutenção dos equipamentos, fez com que matasse a vida da minha filha", declarou. 

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