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Crime em Jaboatão

Juiz assassinado: filho diz que magistrado era ''esposo maravilhoso, um baita de um pai e um avô encantado pelas netas''

Funcionário público Daniel Torres falou sobre o pai durante velório, em Jaboatão, na tarde desta sexta (20).

Publicado em: 20/10/2023 15:19 | Atualizado em: 20/10/2023 17:54

Daniel Torres falou sobre o pai, o juiz que foi assassinado em Jaboatão  (Foto: Sandy James/ DP)
Daniel Torres falou sobre o pai, o juiz que foi assassinado em Jaboatão (Foto: Sandy James/ DP)
O juiz Paulo Torres da Silva, de 69 anos, assassinado a tiros, na noite de quinta (19), em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, foi velado e cremado nesta sexta (20), no Cemitério  Memorial Guararapes, na mesma cidade. 
 
Na despedida, o filho dele, o servidor público Daniel Torres, de 44 anos, descreveu o pai: “um esposo maravilhoso, um baita de um pai e um avô completamente encantado pelas netas”, afirmou. 
 
Daniel conversou com o Diario de Pernambuco, no início da tarde. Ele falou também sobre os gostos do magistrado, que morreu bem perto da residência onde morava, em Candeias. 
 
“Era uma figura. Um amante da cultura. Gostava de música, literatura e filmes. Era um tocador de violão singular”, disse.
Sobre o trabalho policial, Daniel afirmou que “as pessoas que têm que investigar, está investigando”. 
 
Juiz assassinado foi homenageado por amigos e colegas com coroas de flor (Foto:Sandy James/DP)
Juiz assassinado foi homenageado por amigos e colegas com coroas de flor (Foto:Sandy James/DP)
“Vai fazer falta. Os almoços de domingo duravam o dia inteiro.Vamos tocar em frente. Que se resolva da melhor forma possível”, acrescentou. 
 
Assessora do juiz, Mariana Gaião foi ao velório. Muito emocionada, ela disse que atuou na 21ª Vara Cível do Recife, com Paulo Torres, e “aprendeu muito”.
 
“Um ser humano fantástico e humilde. A gente não perdeu um chefe e um juiz. Perdemos um amigo. Uma pessoa que estava lá com a gente. Não tenho nem palavras para falar sobre ele”, disse. 
 
Caixão foi levado para crematório  (Foto: Sandy James/DP)
Caixão foi levado para crematório (Foto: Sandy James/DP)
No velório. o presidente do TJPE, Luiz Carlos Figueiredo, afirmou que  a expectativa é que a polícia faça o trabalho de prender e que ocorra um julgamento justo. "É preciso ter a condenação e a prisão", afirmou.
 
Sobre o colega, Figueiredo afirmou que Paulo era um homem "leve e simples". "Era competente, um dos melhores do Brasil", declarou.
 
O presidente do TJPE acredita é pouco provável que o crime tenha relação com a atividade dele no Judiciário.
 
"Ele passou a carreira toda em vara cível. É prematuro fazer juízo de valor sobre isso", 
 
O velório reuniu muitos parentes, amigos e colegas de Judiciário. Todos estavam consternados com a violência. 
 
No meio da tarde, o caixão foi levado para o crematório, para uma cerimônia mais reservada.  Várias coroas de flores foram enviadas ao cemitério.  

 
Investigação

Segundo a polícia, o corpo do juiz Paulo Torres  apresentava uma perfuração à bala na região da nuca.

Em entrevista coletiva, a corporação disse, ainda, que os bens dele não foram subtraídos. 

No início das investigações, os policiais não  descartam  nenhuma linha de investigação sobre o caso. 
 
O caso teve grande repercussão. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) , Luís Roberto Barroso, disse que o crime foi “covarde”. 
 
O presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), Luiz Carlos Barros Figueiredo, cobrou apuração às autoridades. 

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