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Samu alerta sobre acidentes nas férias escolares

Publicado: 10/01/2023 às 16:17

Além de quedas e outros acidentes Samu Recife também alerta para a necessidade de evitar desidratação e insolação/Fabio Rodrigues Pozzebom - Agência Brasil  20220703

Além de quedas e outros acidentes Samu Recife também alerta para a necessidade de evitar desidratação e insolação (Fabio Rodrigues Pozzebom - Agência Brasil 20220703)

Em períodos de férias escolares, passeios prolongados e viagens é comum o aumento da ocorrência de pequenos acidentes com crianças, envolvendo desde arranhões, quedas, além de problemas de saúde decorrentes da elevação da exposição ao sol e temperaturas elevadas associadas à baixa ingestão d’água, como a desidratação e insolação. Para estimular a prevenção desse tipo de problema, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) do Recife alerta mães, pais e responsáveis por meninas e meninos a prestarem muita atenção e a adotarem medidas de precaução. 

Segundo o Samu Recife, em janeiro de 2020 foram registradas 62 ocorrências envolvendo crianças com idades entre um e nove anos, que no ano seguinte, 2021, subiram para 78, e, em 2022, quase dobraram, alcançando 120 casos. Para o diretor médico do serviço, João Paulo Martins, independentemente do cenário ao qual a criança esteja exposta, os cuidados podem envolver também o uso de equipamentos de proteção. “Ao andar de bicicleta, patins e patinete, por exemplo, é importante orientar sobre o uso de capacetes, joelheiras e cotoveleiras, para minimizar o impacto de possíveis quedas”, alerta o médico.

João Paulo Martins também chama atenção para os riscos de queda envolvendo altura. “É comum que, nas quedas com altura, a batida seja na cabeça. Sendo assim, os pais ou responsáveis devem, após o incidente, verificar se existe inchaço, vermelhidão, sangramento e perguntar à criança onde existe dor, sem sugerir o local”, ensina. E acrescenta a necessidade de verificar se a criança acidentada apresenta sonolência e, sendo necessário, chame ajuda do Samu. 

Perigo na praia
No caso de ambientes que tenham água, as precauções precisam ser redobradas e os primeiros socorros ágeis. Em praias, a orientação é nunca deixar a criança sozinha e ficar atento às placas de sinalização do local. Além disso, existem alguns cuidados que devem ser adotados: averiguar se há salva-vidas na região, se a correnteza do mar está própria para o banho e se tem embarcações por perto. 

Em caso de acidentes com águas-vivas nas praias, a queimadura ocorre por efeito das toxinas que são liberadas. A orientação do Samu Recife é retirar a vítima da água e lavar a lesão com água do mar e vinagre. Os tentáculos podem ser retirados com palito de picolé e a região deve ser protegida da exposição ao sol. Além disso, deve-se buscar ajuda médica o mais breve possível. 

Filtros são ameaças
“É indicado que crianças sejam incentivadas a aprenderem nadar o quanto antes, para ter mais familiaridade com a água. No entanto, em caso de afogamento, se a vítima estiver inconsciente, deve ser iniciada a ventilação e a compressão cardíaca e acionar imediatamente o Samu, através do fone 192, após a retirada da criança da água”, orienta João Paulo. 

Piscinas precisam ser protegidas por cercas ou cobertas e ter acesso apenas por portões com trava, dificultando o acesso da criança quando desacompanhada de pessoa adulta. Segundo o Samu Recife, mães, pais e responsáveis devem ficar atentos ao tipo de sugador e se o filtro está desligado na hora do banho. Também é importante garantir que os meninos e meninas evitem brincadeiras de prender o fôlego sem supervisão ou de pular em lugares rasos. Afogamentos em reservatórios de água também são comuns, portanto, deve-se esvaziar baldes, bacias, cisternas e outros recipientes, além de mantê-los tampados. 

Limpeza e medicamentos
Ainda segundo o Samu Recife, locais onde são guardados produtos de limpeza e medicamentos merecem atenção especial e medicamentos. “Uma alternativa é colocar esses materiais ou medicamentos na parte superior de armários e prateleiras, mesmo os de uso diário. Eles devem ser guardados em seus vasilhames originais e nunca na geladeira ou próximo a alimentos, a fim de evitar ingestão inadvertida”, orienta João Paulo. “Crianças são naturalmente curiosas e tendem a querer experimentar, principalmente se os produtos forem coloridos e em formato de doces, por exemplo. Em caso de ingestão, não deve ser estimulado vômito ou introdução de líquidos. O responsável deve pegar a embalagem do produto ingerido e levar junto com a criança para um serviço de emergência”, alerta.

*Com informações da Assessoria de Imprensa do Samu Recife. 
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