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OPERAÇÃO

PF investiga empresas de fachada criadas no Recife para lavagem de dinheiro e narcotráfico internacional

Publicado em: 15/06/2022 08:54

O caso começou com a apreensão de cocaína no Aeródromo da Coroa do Avião, em Igarassu. A investigação descobriu empresas de fachada criadas com a finalidade de movimentar dinheiro para o crime organizado transnacional. (PF/Divulgação)
O caso começou com a apreensão de cocaína no Aeródromo da Coroa do Avião, em Igarassu. A investigação descobriu empresas de fachada criadas com a finalidade de movimentar dinheiro para o crime organizado transnacional. (PF/Divulgação)
Após a apreensão de cerca de 650 kg de cocaína no Aeródromo da Coroa do Avião, em Igarassu, na Região Metropolitana do Recife, em 2020, a Polícia Federal iniciou, nesta quarta-feira (15), uma operação para combater organizações criminosas dedicadas à lavagem de dinheiro do narcotráfico internacional por meio de empresas de fachada. Ao total, estão sendo cumpridos 16 mandados de busca e apreensão e nove mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça Federal em Pernambuco. A organização já teria movimentado mais de R$ 116 milhões. Os crimes investigados são tráfico internacional de drogas, financiamento do narcotráfico, participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro. As penas podem chegar, isoladamente, a mais de 20 anos de reclusão.

ENTENDA O CASO
De acordo com a Polícia Federal, a investigação foi iniciada em 22/04/2020 após a apreensão de cerca de 650 kg de cocaína no Aeródromo da Coroa do Avião, em Igarassu. Na ocasião, piloto, copiloto e outros criminosos engajados no descarregamento da droga da aeronave Gran Caravan prefixo PT-MEK foram presos em flagrante por tráfico de drogas. O plano do grupo criminoso visava ocultar a cocaína numa exportação de sucata destinada à Europa pelo Porto de Suape.

Após o flagrante, a PF descobriu um esquema criado para financiar esse plano. “Foi revelada, então, uma grande estrutura criminosa de empresas de fachada criadas com a finalidade de movimentar dinheiro para o crime organizado transnacional”.

De acordo com as investigações da polícia, as empresas estão espalhadas pelo país, mas se concentram, especialmente, no Estado de São Paulo. Só nos primeiros 4 meses de 2020, no período em que o grupo preso na RMR arquitetava a exportação de cocaína frustrada pela PF, essas empresas movimentaram juntas mais de R$ 116 milhões.

OPERAÇÃO
A partir de hoje, estão sendo cumpridos 16 mandados de busca e apreensão e 9 mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça Federal em Pernambuco, distribuídos: Praia Grande/SP (1 MPP e 2 MBA), Paulínia/SP (1 MPP e 1 MBA), Ribeirão Preto/SP (2 MPP e 4 MBA), Serrana/SP (1 MPP e 2 MBA), Guatapará/SP (1 MPP e 1 MBA), Itaquaquecetuba/SP (2 MBA), Poá/SP (1 MBA), Campo Grande/MS (1 MPP e 1 MBA), Recife/PE (1 MPP e 1 MBA), Manaus/AM (1 MPP), Coari/AM (1 MBA). Além disso, a PF informou que "procura sequestrar o patrimônio dos criminosos, a fim de descapitalizar o crime organizado”. 

No total, 80 policiais federais foram mobilizados para atuar nos Estados de Pernambuco (RMR), São Paulo (regiões de Santos, Capital, Campinas e Ribeirão Preto), Mato Grosso do Sul (capital) e Amazonas (interior). A operação recebeu o nome de “Corona”, que é um termo espanhol, que significa Coroa em português, uma referência, segundo a PF, ao local onde foi apreendida a droga, no início do período pandêmico do vírus Covid-19.
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