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INVESTIGAÇÃO

Polícia cumpre mandados para desarticular quadrilha de lavagem de dinheiro e tráfico de entorpecentes

Publicado em: 03/05/2022 13:25 | Atualizado em: 03/05/2022 13:27

As investigações desse caso começaram em março do ano passado (Divulgação)
As investigações desse caso começaram em março do ano passado (Divulgação)

A Polícia Civil de Pernambuco em conjunto com a sua Gerência de Controle Operacional das Especializadas (GCOI) e a Diretoria Integrada de Polícia Especializada (DIRESP), deflagrou, nesta terça-feira (03), uma Operação de Repressão Qualificada (ORQ) intitulada por "Pecúnia 2", na intenção de desmontar uma quadrilha que age lavando dinheiro e traficando entorpecentes em seis estados, incluindo Pernambuco. Douglas Camilo Pereira é o delegado responsável pelo caso.

 

As investigações começaram em março do ano passado e durante esse período, três pessoas já foram presas. Agora, os policiais efetuarão 19 mandados, sendo quatro de prisão e 15 por busca e apreensão. Também houve um bloqueio, através da Justiça, das contas bancárias dos investigados. O montante total é de R$ 3.626.019,21. 

 

Além de Pernambuco, os outros cinco estados em que criminosos também agem, são: Pará, Bahia, Paraíba, Ceará e São Paulo.

 

Através de uma nota, a Polícia Civil reforçou que a deflagração é voltada somente para a área pernambucana, e explicou, em detalhes, como a organização criminosa costuma agir, enviando drogas do Pará para Serra Talhada, inicialmente, e lavando dinheiro numa empresa que funcionava "de fechada" como uma fábrica de farinha.

 

"A Polícia Civil identificou que membros de uma organização criminosa atuante no Pará, adquiriam drogas do tipo óxi e Cocaína de uma origem desconhecida, e recebiam a droga em um galpão usado para fabricação de farinha em Santa Maria do Pará. Em seguida, enviavam o entorpecente para Pernambuco, dependendo da quantidade, através de carro de passeio ou em um ônibus de turismo fretado exclusivamente para esse fim, demonstrando a

sofisticação do grupo criminoso. Na maioria das vezes, a droga era entregue na cidade de Serra Talhada e de lá, distribuída para todo o estado. Parte do entorpecente era pago em espécie, em quantias que eram transportadas para o estado do Pará em malas, e chegando ao seu destino, era efetuada a lavagem do capital ilícito por meio de uma empresa de fachada com objeto fictício de uma fábrica de farinha.

 

Salienta-se que esta investigação busca focar nos investigados que pertencem a organização criminosa de Pernambuco, com o objetivo de sufocar financeiramente tal organização, de modo a combater o tráfico de drogas e a lavagem de capitais dessa Organização", trouxe a nota da Polícia Civil.

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