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Tragédia

Moradores das palafitas do Pina vão se reunir com Prefeitura para discutir apoio após incêndio

Publicado em: 08/05/2022 13:05 | Atualizado em: 08/05/2022 19:50

 (Foto: Rômulo Chico/Diario de Pernambuco)
Foto: Rômulo Chico/Diario de Pernambuco

Após dois dias do incêndio que destruiu cerca de 100 palafitas na comunidade Vila da Ponte, no bairro do Pina, Zona Sul do Recife, as famílias atingidas permanecem recebendo acolhimento e doações. Para esta segunda-feira (9), é esperada uma reunião entre comissão de lideranças da comunidade e a Prefeitura da cidade,. Negociações sobre auxílio-moradia serão um dos principais assuntos a serem tratados. O cadastramento começou na noite de saábado, momentos depois de as chamas serem controladas pelo Corpo de Bombeiros.


Na tarde da última sexta-feira, a notícia de um incêndio que, em questão de minutos, destruiu centenas de palafitas na Comunidade Vila da Ponte, estarreceu a cidade do Recife. Imagens fortes de destruição mostravam um rastro de fumaça preta atravessando sobre a Ponte do Pina, localizada em um dos bairros com metro quadrado mais caro da capital pernambucana. As vítimas da catástrofe são famílias pobres formadas, em sua maioria, por pescadores.


Buscando atender as demandas das vítimas, a Prefeitura da Cidade do Recife (PCR) criou, no final de semana, um comitê de crise. De acordo com informações publicadas pelo prefeito João Campos (PSB), nas redes sociais, serão garantidos às famílias indenização, bem como transporte para a casa de familiares e oferta de abrigo. Para esse último, não houve demanda. “A maioria das famílias não quis ir por causa da distância. Muitos trabalham na localidade e foram para casa de familiares aqui por perto”, disse Pedro Stilo, um dos líderes da comunidade.


Atuando na área, com a ajuda de outros órgãos, a Prefeitura continuava, neste domingo (8), realizando a limpeza da área do incêndio. Houve, porém, um empecilho não programado: a limpeza estava "desmarcando" território, fruto de uma invasão. Os moradores ficaram com medo de perder a garantia de que poderão voltar ao local, o que, de faro, não há, já que não houve ainda reunião sobre o assunto na defesa Civil do município. Por enquanto, tudo continua interditado.


"A limpeza acaba desmarcando a área, e a gente entendeu que a PCR estava com a intenção de impedir a reocupação do lugar", informou Stilo. De acordo com a Defesa Civil, as estacas foram mantidas. "Entramos em contato com o comitê de crise montado pela Prefeitura e negociamos que, nesta segunda-feira, vamos ser recebidos. E também acordamos que, durante os próximos 15 dias, não vai haver reocupação do local, mas a PCR também não vai tirar nada", completou.


Ontem houve a ação de uma ONG realizando uma loco solidário em homenagem às mães da comunidade. A Arquidiocese de Olinda e Recife também realiza trabalho social no local. O arcebispo Dom Fernando Saburido, inclusive, esteve na Bacia do Pina, no último sábado.


Reunião

A reunião entre os moradores e a Prefeitura está marcada para a manhã de hoje. A principal demanda deve ser sobre o valor da indenização prometida pela gestão municipal e o auxílio-moradia. Horas após o incêndio no Pina, a Prefeitura prometeu uma indenização de R$ 1.500, a ser pago de uma única vez. O auxílio-moradia, no entanto, é de R$ 200 mensais.


É esperada a inclusão dos moradores da localidade em programas de habitacionais em construção no município. Atualmente no Recife, são esperados a entrega de quatro habitacionais que ainda estão em fase de construção, são eles: Habitacional Encanta Moça I e II na comunidade do Bode; Habitacional Vila Brasil I e II, em Joana Bezerra; Pilar, no bairro do Recife; e Sérgio Loreto, no bairro de São José.


Também houve a promessa de distribuição regular de cestas básicas para as dezenas de famílias que perderam suas precárias moradias. Há algumas ONGS, além disso, atuando na área, distribuindo alimentos e roupas, vindas de doações, como foi o caso do almoço de ontem.


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