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Notícia de Local

DIA DO TRABALHADOR

Dia daqueles que movem o mundo

Publicado em: 01/05/2022 08:33 | Atualizado em: 01/05/2022 08:53

 (Foto: Rafael Vieira/DP. )
Foto: Rafael Vieira/DP.

Após dois anos de uma dura pandemia, uma tímida retomada. O emprego no Brasil começa a dar sinais de recuperação, embora o desemprego gire em patamar alto, acima dos 11%. Quem trabalha, quem está em busca do trabalho perdido ou até quem já desistiu sabe: trabalhar é ter dignidade. O trabalho move o mundo.

A data dedicada aos trabalhadores é sinônimo de luta e resistência. No fim do século 19, houve diversas manifestações em busca de melhores condições para os trabalhadores, com jornadas e salários mais justos, além do fim de explorações desumanas, como o trabalho infantil, comum no período. Em 1886, manifestantes reuniram-se no dia 1º de maio, em Chicago, nos Estados Unidos, em uma greve geral, que simboliza um marco para a história. A Revolução Russa de 1917 transformou o dia em comemoração oficial, pouco depois.

No Brasil, a data passou a ser feriado em 1924. Conheça agora o que pensam alguns desses “motorzinhos” da sociedade. É para eles que essa data existe.

 

 (Foto: Rafael Vieira/DP. )
Foto: Rafael Vieira/DP.
 

Desenhando sonhos

Quem passeia pelas lojas do Centro do Recife dificilmente sabe que os estabelecimentos que comercializam tecidos e artigos para costuras dispõem de figurinistas para realizar desenhos específicos para cada cliente. Miriam Santos, 29 anos, é uma dessas profissionais, que desenha croquis na loja Continental, que fica na Rua do Livramento.

A figurinista conta que os gostos pelo desenho e pela moda vieram de família: sua irmã mais velha, Maria Tereza, também trabalha desenhando trajes em outra loja.  “Ela começou primeiro no ramo e eu fui crescendo, estudando, melhorando meus traços, aprendendo as tendências e os tecidos. Esse aqui é o meu primeiro trabalho como figurinista. Estou aqui há quase 10 anos”, afirma.

Miram conta que a cada croqui tem a identidade da cliente. E quando uma delas volta para mostrar como ficou, a sensação é de gratidão. “Os vestidos de noiva sempre me marcam muito, porque é um dia especial. Quando eu vejo o meu croqui transformado em algo ainda mais maravilhoso, isso não tem preço.”

 

 (Foto: Tainá Milena/DP.)
Foto: Tainá Milena/DP.

O motorista e suas estradas

O modal de ônibus é o meio de transporte público mais utilizado por grande parte da população pernambucana. No comando disso, sempre há um motorista, humanizando números e horários. Susemberg Lima, 40, trabalha como motorista de ônibus há 12 anos. Atualmente, ele opera na linha que faz viagens do Terminal Integrado de Camaragibe para Araçoiaba, na Região Metropolitana do Recife.

O condutor conta que sempre gostou muito de dirigir. Quando surgiu a oportunidade, ele não pensou duas vezes em pegá-la. “Daqui tiro o meu sustento e de minha família. É uma profissão que exige muita concentração, paciência e perseverança”, explica, orgulhoso.

Para ele, a melhor coisa de trabalhar como motorista é a grande quantidade de novas amizades conquistadas ao longo dos anos. Mas ele também lamenta que, muitas vezes, os usuários e os empregadores não valorizam sua profissão. “O profissional de transporte público tem uma carga de trabalho excessiva e recebe pouco. Isso muitas vezes não é comentado. Mesmo com todos os percalços, eu adoro meu trabalho. Faço com muito prazer”, conta.

 

 (Foto: Arquivo pessoal. )
Foto: Arquivo pessoal.

Vida dedicada a justiça

O advogado Theobaldo Pires, 52, conta que escolheu a profissão por se sentir vocacionado para a advocacia desde jovem. Ele diz nunca se conformar com injustiças, e sempre se posicionar em defesa do que considera justo. “Não defendo qualquer causa, mas apenas as que eu realmente acredito”, conta.

O advogado atua prioritariamente no direito administrativo de servidores públicos federais da área de educação, mas também tem atuações nas áreas cíveis, trabalhista, previdenciária e eleitoral. Antes de ser advogado ele atuou como professor de física e foi dirigente sindical da categoria dos professores da rede privada de ensino de Pernambuco. “Comecei a atuar como advogado de entidades sindicais, onde trabalho até os dias atuais, o que facilitou meu ingresso no mercado de trabalho. O exercício da advocacia não é fácil, especialmente, nos primeiros dez anos de profissão, até se conquistar uma clientela. Por isso, uma grande quantidade de formandos em Direito acaba abandonando a advocacia para fazer concursos públicos, mesmo em áreas distintas do Direito, em busca de uma renda fixa. No meu caso, como a advocacia foi minha segunda profissão, foi bem tranquilo”, afirma o advogado.

Theobaldo Pires foi conselheiro Seccional da OAB de Pernambuco e vice-presidente da Associação de Advogados Trabalhistas de Pernambuco. Ele diz se sentir realizado com sua atuação profissional. “Tenho prestígio profissional porque sempre busquei pautar minhas condutas profissionais e pessoais com muita ética. O mais importante da advocacia, entretanto, para mim é poder ajudar as pessoas. E fazer a verdadeira justiça”, pontua.

 

 (Foto: Sandy James/DP. )
Foto: Sandy James/DP.
 

Empreendendo na pandemia

Durante a pandemia, muitos profissionais tiveram de se reinventar, como foi o caso da Rayane de Paula, 31, empreendedora no segmento de personalizados. Ela chegou a trabalhar por um período em uma empresa dentro do Aeroporto do Recife, mas quando estourou a sequência de paralisações por conta da Covid-19, ela já tinha sua lojinha de roupas infantis. Foi nela que Rayane decidiu fazer balinhas personalizadas para oferecer como brinde para suas clientes. E foi aí que tudo aconteceu.

“Eu comecei a distribuir as balinhas para as clientes, até que um dia uma amiga me pediu para eu fazer para ela. Depois, outra amiga também pediu, e assim foram chegando mais pedidos. Então, comecei a divulgar o produto pelas redes sociais. Foi uma área que me pegou de surpresa, porém eu me sinto muito realizada”, conta.

Para Rayane, trabalhar em casa traz muitos benefícios, como ficar com seu filho Vitor, de três anos, cuidar da casa e, claro, ainda ajudar nas despesas da família. “Eu me sinto grata em trabalhar em casa e estar perto de meu filho. Muitas mães não têm trabalhos que permitam isso. É um privilégio que criar a Ray Personalizados me ofereceu.”

A empreendedora trabalha com personalizados para empresas há 10 meses. Entre os produtos que comercializa estão balinhas, bloquinhos, agendas, sacolas e panfletos. Para o segundo semestre deste ano, ela pretende começar a trabalhar com personalizados para festas infantis, em parceria com uma amiga. “É preciso sonhar e lutar. Não é fácil, mas é muito gratificante. É um caminho que me deixa realizada. Tive a ajuda de pessoas que me fizeram crescer, pois sozinhos não chegamos a lugar nenhum. Lutar pelos objetivos me deixa feliz”, diz.

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