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COVID-19

Dezoito crianças de 5 a 11 anos morreram de Srag em Pernambuco desde o começo da pandemia

Publicado em: 11/01/2022 14:39 | Atualizado em: 11/01/2022 14:56

 (Foto: Peu Ricardo/DP)
Foto: Peu Ricardo/DP
Dezoito crianças pernambucanas com idades entre cinco e 11 anos já morreram de síndrome respiratória aguda grave (Srag) desde o começo da pandemia da Covid-19, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES/PE). Os números reforçam a importância da vacinação para essa faixa etária, que deverá começar na próxima semana aqui no estado, segundo o governo.

O dado registrado pela SES-PE é o mesmo que consta na totalização nacional feita pelos cartórios de registro civil brasileiros, segundo a Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil). A entidade contabiliza 11 mortes por Covid-19 e oito por Srag de causa não especificada nesta faixa etária em Pernambuco desde o início da crise sanitária. No cenário nacional, os cartórios contam 324 falecimentos por Covid-19 entre março de 2020 à primeira semana de janeiro de 2022.

O levantamento da Arpen-Brasil mostra ainda que as crianças mais afetadas pela doença foram aquelas de cinco anos, com 65 mortes registradas, seguida pelas que tinham seis anos, com 47 registros, pelas de sete e pelas de 11 anos, ambas com 46 falecimentos cada. Crianças de 10 anos totalizaram 43 óbitos, as de nove, 40, e as de oito, 37 mortes. Foram 162 falecimentos de crianças do sexo masculino e do sexo feminino.

As informações fazem parte do Portal da Transparência do Registro Civil, base que reúne as informações de nascimentos, casamentos e óbitos registrados pelos 7.663 cartórios brasileiros. O relatório retrata ainda que esta faixa etária registrou 77 mortes em razão de Srag, 30 por causas indeterminadas e 57 por morte súbita.

O ano de 2021 teve o maior número de mortes cuja causa consta como Covid-19 (174), enquanto que em 2020 foram 150. Na primeira semana de janeiro de 2022 não foram contabilizados óbitos por Covid-19 de crianças entre cinco e 11 anos, embora os Cartórios de Registro Civil tenham o prazo legal de até 10 dias para enviar os dados ao Portal da Transparência do Registro Civil.

Entre os estados brasileiros, São Paulo, o mais populoso do país, respondeu percentualmente por 22,8% dos óbitos de crianças nesta faixa etária, seguido por Bahia (9,3%), Ceará (6,8%), Minas Gerais (6,5%), Paraná (6,2%), Rio de Janeiro (5,9%) e Rio Grande do Sul (4%). Amapá, Mato Grosso e Tocantins foram as unidades que registraram o menor número de óbitos na faixa etária.

“Os números compilados pelo Portal da Transparência, que disponibilizam os óbitos registrados em cartórios de registro civil do Brasil como forma de informar a sociedade sobre o atual estágio da pandemia, mostram que, embora reduzidos, os óbitos de crianças fazem parte deste triste momento que estamos vivendo, e que a vacinação é o melhor caminho para que vidas sejam salvas e para que a doença, propagada pelas novas variantes, seja menos fatal a quem já estiver imunizado”, destaca Gustavo Renato Fiscarelli, presidente da Arpen-Brasil.

Contabilizando-se todas as mortes por causas naturais no Brasil, a faixa etária entre cinco e 11 anos 5.562 óbitos, sendo 2.776 em 2020 e 2.766 em 2021 -- com apenas 20 lançamentos de óbitos na primeira semana de janeiro de 2022. Dentre as causas de mortis segmentadas pelo Portal, a septicemia foi a causa de 717 fatalidades, seguida de pneumonia (645), AVC (467), insuficiência respiratória (452) e Covid-19 (324). Os demais óbitos, que reúnem várias doenças não segmentadas no Portal, totalizaram 2.597 mortes.

CHEGADA DE DOSES
Em coletiva de imprensa concedida na manhã desta terça-feira (11/01), no Palácio do Campos das Princesas, o secretário estadual de Saúde, André Longo, informou que as primeiras doses do imunizante voltadas para esse público têm previsão de ser enviadas pelo governo federal ao estado ainda nesta semana.

O secretário acrescentou que o comitê de enfrentamento à pandemia que reúne o governo do estado e os municípios está decidindo detalhes da imunização infantil em Pernambuco, mas já se sabe que certos grupos terão prioridade, como crianças indígenas e portadoras de alguns tipos de comorbidades. Longo destacou que meninos e meninas que sofrem de obesidade e de asma são especialmente sucetíveis a desenvolver casos graves de Covid-19 e, por isso, deverão ser vacinados logo.

Na segunda-feira (10), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse ter conseguido antecipar 600 mil doses da vacina pediátrica produzidas pela empresa Pfizer, segundo informações publicadas pela Agência Brasil. 
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