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SAÚDE

Confirmado segundo caso de superfungo Candida auris no Hospital da Restauração

Publicado em: 13/01/2022 16:53 | Atualizado em: 13/01/2022 17:03

 (Foto: CDC/Divulgação)
Foto: CDC/Divulgação
A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) informou, na tarde desta quinta-feira (13), que foi confirmado o segundo caso do superfungo Candida auris no estado, a partir de análise laboratorial feita pelo Laboratório Especial de Micologia da Escola Paulista de Medicina (LEMI - Unifesp). Trata-se da mulher de 70 anos, admitida no Hospital da Restauração (HR) em 24/11/21 por questões neurológicas. Ela esteve internada na UTI da unidade e teve o exame de urina sugestivo para o fungo em 30/12/21. A paciente estava colonizada pelo micro-organismo, porém não apresentou infecção por ele - o exame de hemocultura (do sangue) não tinha a presença do fungo. Ela morreu em 05/01/22 por problemas provocados pelo seu diagnóstico de entrada na unidade hospitalar.

Na última quarta-feira (12/01), já tinha sido divulgado o primeiro caso confirmado para o fungo, em um homem de 38 anos. Ele foi admitido na emergência de traumatologia do Hospital da Restauração no dia 21/11/21, recebendo a assistência e evoluindo para cura, com alta em 30/12/21. "Frisa-se que o atendimento no HR foi por outra causa e que o homem estava colonizado pelo fungo. Ou seja, foi feita a identificação da suspeita do micro-organismo por meio de um exame de urina de rotina no hospital, contudo, não havia infecção provocada por ele", diz a nota da SES-PE.

Há, ainda, um terceiro caso em investigação. Trata-se de um homem de 46 anos, também admitido pela emergência de trauma do HR, em 13/12/21, por outra causa. Está em UTI e sem nenhum sintoma relacionado à infecção pelo fungo. O exame laboratorial sugestivo da unidade hospitalar saiu na última terça (11/01/22). Essa amostra será analisada pelo Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia (Lacen-BA), além do LEMI - Unifesp.

"A Coordenação Estadual de Prevenção e Controle de Infecção de Pernambuco (CECIH-PE), ligada à Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa), está apoiando a unidade hospitalar, desde a identificação do primeiro caso suspeito, nas atividades para evitar novas contaminações pelo micro-organismo, tendo realizado visita técnica e, atualmente, permanecendo no monitoramento das atividades. Para isso, houve capacitação com a equipe multiprofissional do serviço e criado um plano de ação para reforçar as medidas de prevenção e controle, com higienização (limpeza e desinfecção) dos ambientes, higienização das mãos, monitoramento sistemático de contactantes, a partir de cultura de vigilância, e isolamento dos casos suspeitos", acrescenta o comunicado.

O fungo, de ocorrência hospitalar, pode causar infecção de corrente sanguínea e outras infecções invasivas, podendo ser fatal, principalmente em pacientes imunodeprimidos ou com comorbidades. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ainda não se sabe o mecanismo de transmissão, acreditando-se que é por meio de contato com superfícies ou equipamentos contaminados. O órgão emitiu, em 2017, um comunicado orientando sobre a vigilância laboratorial de Candida auris no Brasil, que teve seu primeiro caso confirmado em dezembro de 2020, na Bahia. O tratamento vai depender da avaliação médica e do grau de infecção.

A SES-PE reforça que as ações de monitoramento estão sendo realizadas pelo serviço de saúde juntamente com a Apevisa, Lacen PE e BA, Laboratório Especial de Micologia da Escola Paulista de Medicina (LEMI - Unifesp), Anvisa e os Centros de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde.

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