Vida Urbana
ACIDENTE
Tragédia em Jaboatão Centro já era anunciada, dizem comerciantes
Publicado: 22/12/2021 às 08:23
O rompimento de um cabo de energia atingiu e matou três pessoas no Beco da Colônia, em Jaboatão Centro. (Fabson Gabriel/Especial DP)
O estampido de um poste de energia assustou feirantes, ambulantes e transeuntes em todo o Jaboatão Centro, na Região Metropolitana do Recife, por volta das 8h30 da manhã nublada de ontem. Com a explosão, um dos cabos de energia teria se rompido. Dois homens e uma mulher que circulavam na Rua Coronel Câmara Lima, conhecida como Beco da Colônia, foram atingidos pela fiação e não resistiram a alta tensão. O local reúne a Feira Livre da cidade, que é marcada por intenso fluxo de pessoas. A Neoenergia, empresa responsável pela distribuição de energia elétrica em Pernambuco, lamentou o acidente e informou que está apurando o que teria acontecido.
O Corpo de Bombeiros (CBM- PE), enviou três equipes para o local. Morreram o mecânico Jonas Silva, de 23 anos; a sogra dele, Valéria da Conceição, de 51 anos; e o aposentado Nivaldo Batista de Albuquerque, de 62 anos, que morava no Centro de Jaboatão. As vítimas foram encontradas por equipes da corporação já sem sinais vitais.
A distribuidora também se colocou à disposição para prestar apoio às famílias das vítimas. Entristecidos e amedrontados na semana do Natal, os trabalhadores locais, fregueses e familiares das vítimas relatam as cenas de horror diante da fatalidade e pedem às autoridades pela organização do espaço.
“Eu escutei um estrondo muito forte. Estava no caixa. Achei que fosse algum tiroteio. Só depois percebi que o fio tinha caído no chão e atingiu uma mulher, e mais duas pessoas que vinham se aproximando. Era o rapaz e um senhor que vendia água. Os três foram atingidos e ficaram agonizando”, relata a vendedora Genelucia Batista, que trabalha numa ótica no local há mais de seis anos.
A vendedora estava a menos de 50 metros das vítimas, que foram atingidas já na altura da ponte sobre o Rio Jaboatão. “Ninguém poderia socorrer, pois se não também iriam morrer. As pessoas ficaram olhando eles cambaleando no meio da pista. Mas não podiam chegar junto. Até um cachorrinho que foi passando também foi atingido”, conta. “As pessoas ficaram pegando fogo”.
O tráfego desordenado de veículos grandes, o pouco espaçamento das calçadas e o intenso f luxo de pessoas é um problema, na visão da feirante Ana Severina, 59 anos. “Eu acredito que as autoridades têm que dar algumas melhorias. A gente que trabalha aqui todo dia, vê a quantidade de caminhão e ônibus grandes que passam, e saem arrastando os fios. Algumas pessoas sobem nos veículos com pedaços de madeiras para afastar os cabos. Ainda assim, muitos fios se partem. Basta chover que os postes pegam fogo”, relatou debaixo do seu guarda-sol, sentada num banco improvisado enquanto descascava macaxeira sobre um carrinho de mão aos prantos.
A mulher, que trabalha há 15 anos no local, comenta que não se recorda de ações da prefeitura na organização da feira ou de reparo da distribuidora de energia nos postes e fiações. “Hoje está tendo reparos e fiscalizações por causa do acidente, mas depois de dois ou três dias, esse lugar volta a ser morto e esquecido”, complementa.
Segundo testemunhas, havia parado de chover alguns minutos antes do ocorrido e a rua estava pouco movimentada no momento do acidente. O feirante Aluísio Delmiro, de 54 anos, relembra o momento em que houve a explosão no poste. “Só estavam eles três. Se tivessem mais pessoas, elas também seriam atingidas. O poste pegou fogo”.
Frequentadora assídua da feira, a confeiteira Ligia Brito, 41 anos, que reside no bairro de Socorro, e faz diariamente o trajeto de mais de 4 km até o local,
O Corpo de Bombeiros (CBM- PE), enviou três equipes para o local. Morreram o mecânico Jonas Silva, de 23 anos; a sogra dele, Valéria da Conceição, de 51 anos; e o aposentado Nivaldo Batista de Albuquerque, de 62 anos, que morava no Centro de Jaboatão. As vítimas foram encontradas por equipes da corporação já sem sinais vitais.
A distribuidora também se colocou à disposição para prestar apoio às famílias das vítimas. Entristecidos e amedrontados na semana do Natal, os trabalhadores locais, fregueses e familiares das vítimas relatam as cenas de horror diante da fatalidade e pedem às autoridades pela organização do espaço.
“Eu escutei um estrondo muito forte. Estava no caixa. Achei que fosse algum tiroteio. Só depois percebi que o fio tinha caído no chão e atingiu uma mulher, e mais duas pessoas que vinham se aproximando. Era o rapaz e um senhor que vendia água. Os três foram atingidos e ficaram agonizando”, relata a vendedora Genelucia Batista, que trabalha numa ótica no local há mais de seis anos.
A vendedora estava a menos de 50 metros das vítimas, que foram atingidas já na altura da ponte sobre o Rio Jaboatão. “Ninguém poderia socorrer, pois se não também iriam morrer. As pessoas ficaram olhando eles cambaleando no meio da pista. Mas não podiam chegar junto. Até um cachorrinho que foi passando também foi atingido”, conta. “As pessoas ficaram pegando fogo”.
O tráfego desordenado de veículos grandes, o pouco espaçamento das calçadas e o intenso f luxo de pessoas é um problema, na visão da feirante Ana Severina, 59 anos. “Eu acredito que as autoridades têm que dar algumas melhorias. A gente que trabalha aqui todo dia, vê a quantidade de caminhão e ônibus grandes que passam, e saem arrastando os fios. Algumas pessoas sobem nos veículos com pedaços de madeiras para afastar os cabos. Ainda assim, muitos fios se partem. Basta chover que os postes pegam fogo”, relatou debaixo do seu guarda-sol, sentada num banco improvisado enquanto descascava macaxeira sobre um carrinho de mão aos prantos.
A mulher, que trabalha há 15 anos no local, comenta que não se recorda de ações da prefeitura na organização da feira ou de reparo da distribuidora de energia nos postes e fiações. “Hoje está tendo reparos e fiscalizações por causa do acidente, mas depois de dois ou três dias, esse lugar volta a ser morto e esquecido”, complementa.
Segundo testemunhas, havia parado de chover alguns minutos antes do ocorrido e a rua estava pouco movimentada no momento do acidente. O feirante Aluísio Delmiro, de 54 anos, relembra o momento em que houve a explosão no poste. “Só estavam eles três. Se tivessem mais pessoas, elas também seriam atingidas. O poste pegou fogo”.
Frequentadora assídua da feira, a confeiteira Ligia Brito, 41 anos, que reside no bairro de Socorro, e faz diariamente o trajeto de mais de 4 km até o local,
ficou assustada ao descobrir o que havia acontecido. “Meu coração está acelerado. Venho aqui todos os dias fazer pequenas compras, e vejo essa situação. Fica o clima de medo e insegurança. Não sei como serão as próximas vezes. A feira precisa ser melhor cuidada”.
Pedido de respostas
Pedido de respostas
Com a perda do pai, Gleison Albuquerque, filho de Nivaldo, pede por esclarecimentos. “Uma tensão na média 13.8kv é muito alta. Eu sou eletrotécnico, conheço o risco elétrico e sei o que acontece. Então, se ela não desligou automaticamente, o quenão aconteceu, ela atingiu o solo e quem estava ali sofreu a descarga”, afirma. “Imagina se esse cabo de tensão tivesse se rompido num sábado. O que teria acontecido naquela rua? Muita gente iria morrer ali. É uma área que fica lotada, principalmente nessa época de feriado. Nós queremos saber como vai ser a investigação”, pede Gleison.
O sepultamento de Nivaldo está previsto para o Cemitério de Santo Amaro, no Recife, por volta das 15h, de hoje. Os familiares das vítimas Jonas Silva e Valéria da Conceição foram contatados, mas não atenderam a reportagem. Em nota, a Neoenergia Pernambuco se colocou à disposição para prestar apoio às famílias. “Lamentamos o acidente ocorrido na Rua Câmara Lima (Beco da Colônia), no bairro de Jaboatão Centro, registrado na manhã desta terça-feira (21). A empresa está apurando ascausas da ocorrência e está auxiliando as autoridades competentes”, diz o trecho.
A Prefeitura de Jaboatão também foi questionada pelo Diario sobre o pedido dos feirantes e fregueses para a organização do espaço e fiscalização na área da feira livre. A assessoria de comunicação não respondeu aos nossos contatos até o fechamento desta edição.
O sepultamento de Nivaldo está previsto para o Cemitério de Santo Amaro, no Recife, por volta das 15h, de hoje. Os familiares das vítimas Jonas Silva e Valéria da Conceição foram contatados, mas não atenderam a reportagem. Em nota, a Neoenergia Pernambuco se colocou à disposição para prestar apoio às famílias. “Lamentamos o acidente ocorrido na Rua Câmara Lima (Beco da Colônia), no bairro de Jaboatão Centro, registrado na manhã desta terça-feira (21). A empresa está apurando ascausas da ocorrência e está auxiliando as autoridades competentes”, diz o trecho.
A Prefeitura de Jaboatão também foi questionada pelo Diario sobre o pedido dos feirantes e fregueses para a organização do espaço e fiscalização na área da feira livre. A assessoria de comunicação não respondeu aos nossos contatos até o fechamento desta edição.
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