Diario de Pernambuco
Diario de Pernambuco
Digital Digital Digital Digital
Digital Digital Digital Digital
Notícia de Local

PLANO DE EXPANSÃO

Pernambuco amplia atendimento para tratar anemia falciforme

Publicado em: 10/11/2021 18:02

 (Serviços de hematologia serão expandidos para as UPAEs de Abreu e Lima, Caruaru e Serra Talhada. Foto: Diego Galba/VG)
Serviços de hematologia serão expandidos para as UPAEs de Abreu e Lima, Caruaru e Serra Talhada. Foto: Diego Galba/VG

O Governo de Pernambuco lançou, nesta quarta-feira (10), o plano de expansão e descentralização da assistência em hematologia no Estado. A principal frente de serviços, atualmente concentrados no Recife, é o atendimento à população negra diagnosticada com anemia falciforme. O investimento anual será superior a R$ 1 milhão. O anúncio foi feito pela governadora em exercício Luciana Santos, durante a abertura do evento em alusão ao mês da Consciência Negra, no Cais do Sertão.

Serão implantados novos ambulatórios nas UPAEs de Abreu e Lima, no Grande Recife; Caruaru, no Agreste; e Serra Talhada, no Sertão. A estimativa é realizar, mensalmente, mais de 380 consultas nesses serviços. Além do atendimento com médicos especializados, também serão ofertados exames complementares e suporte de outras especialidades médicas com equipe multiprofissional.

“Queremos construir e avançar nas políticas públicas, sempre através do diálogo. A anemia falciforme é uma doença que tem prevalência na população negra, e a expectativa é descentralizar tanto a oferta de consultas ambulatoriais, como a distribuição dos medicamentos específicos para esses pacientes”, afirmou Luciana Santos. A enfermidade é hereditária, genética e não há cura, exceto pelo transplante de medula óssea em casos ainda muito limitados. Para amenizar as crises de dor e a anemia, são necessários cuidados e medicamentos, fornecidos gratuitamente pelo SUS.

O secretário estadual de Saúde, André Longo, falou sobre o impacto da doença na população negra no Brasil, onde cerca de 110 crianças nascem todos os anos com doença falciforme e 85% delas são negras ou pardas. “Além disso, cerca de seis mil crianças nascem com traço falciforme, o gene recessivo que pode gerar novas doenças falciformes”, detalhou.

 

Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.
Laboratório anuncia teste para diferenciar o coronavírus da gripe A e B
Manhã na Clube: entrevistas com Alberto Feitosa (PSC), Márcia Horowitz e Andreia Rodrigues
Justiça por Beatriz: pais organizam peregrinação de 720 km para cobrar solução de assassinato
Pessoas que já tiveram covid podem adoecer novamente devido à ômicron
Grupo Diario de Pernambuco