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IBGE registra o aumento de óbitos em 19,3% em Pernambuco no ano de 2020

Publicado em: 18/11/2021 11:38 | Atualizado em: 18/11/2021 11:39

Com pandemia, registros de óbitos aumentam 19,3% em Pernambuco em 2020.
 (Gráfico: Estatísticas do Registro Civil/Reprodução)
Com pandemia, registros de óbitos aumentam 19,3% em Pernambuco em 2020. (Gráfico: Estatísticas do Registro Civil/Reprodução)
Pernambuco registrou um aumento de 19,3% no número de óbitos em 2020, de acordo com as Estatísticas do Registro Civil, divulgadas nesta quinta (18) pelo IBGE. Ao todo, foram contabilizadas 74.746 mortes no ano passado, 12.090 a mais do que em 2019, demonstrando o impacto da pandemia de Covid-19 no estado. De 2018 para 2019, a variação de óbitos havia sido de 3,9%. O levantamento apresenta dados dos registros de nascimentos, casamentos e óbitos informados por cartórios. Já os dados sobre divórcios judiciais e extrajudiciais serão divulgados posteriormente. No Recife, a variação nos óbitos em 2020 foi de 33,8%, ainda maior do que o percentual observado no estado. No total, 3.899 pessoas morreram a mais na cidade no ano passado em comparação a 2019. Todos os dados indicam que a taxa de sobremortalidade masculina em Pernambuco é superior à média nacional.

Segundo o IBGE, esta foi a maior quantidade de óbitos em um ano já registrada na série histórica do levantamento, iniciada em 1984. Também é o 11º maior percentual entre todos os estados e o terceiro maior do Nordeste, atrás do Maranhão e do Ceará. O aumento em Pernambuco é superior, ainda, ao registrado no Brasil, que viu os óbitos aumentarem 14,9% em 2020.

Em 2020, 66.466 dos óbitos (88,4%) foram naturais, classificação que inclui mortes decorrentes de doenças, como a Covid-19, e 5.351 (7,12%) foram não naturais. Além destes, 2.929 (3,9%) foram de natureza ignorada. O mês em que mais óbitos ocorreram foi maio, com 9.486 ocorrências, o equivalente a 12,7% de todas as mortes ocorridas no ano. Junho ficou em segundo lugar com o maior registro de mortes: 6.852, ou 9,17% do total para o ano. Estes dois meses também tiveram o maior número de mortes desde o início da série histórica do Registro Civil.

Por sexo, 54,8% das mortes em 2020 ocorreram entre homens e 45,1%, em mulheres. Por idade, a única faixa etária na qual a mortalidade diminuiu engloba a população de 0 a 14 anos, com queda de 8,7% frente a 2019. Entre a população de 15 a 59 anos, houve um aumento de 17,9%, o equivalente a 3.294 óbitos a mais, em 2020, e, entre os idosos de 60 anos ou mais, a alta foi ainda maior, de 21,2%, ou 8.928 mortes a mais. Entre 2018 e 2019, o aumento havia sido de 6,8% para a faixa etária mais alta.

Capital
No Recife, a variação nos óbitos em 2020 foi de 33,8%, ainda maior do que o percentual observado no estado. No total, 3.899 pessoas morreram a mais na cidade no ano passado em comparação a 2019. Este também foi o sexto maior aumento entre todas as capitais pesquisadas. Enquanto houve uma queda de 3,9% nos óbitos de 0 a 14 anos no Recife na comparação com 2019, as mortes entre a população de 15 a 59 anos subiram 28,9%, e as mortes entre a população de 60 anos ou mais aumentaram 37,3%.

Taxa de sobremortalidade masculina em Pernambuco é superior à média nacional
O levantamento mostrou também o percentual de registros de óbitos por causas externas, motivadas por ocorrências como homicídios, suicídios, acidentes de trânsito, afogamentos e quedas acidentais. Houve 39.219 mortes masculinas em 2020 no estado e destas, 4.730 mortes, ou 12%, foram ocasionadas por causas não naturais.

A taxa de sobremortalidade masculina por causas não-naturais entre os homens de 20 a 24 anos, período no qual mais óbitos costumam ocorrer, foi de 16,6 em Pernambuco. Isso significa que, no estado, um homem dessa faixa etária tinha, aproximadamente, 16,6 vezes mais chance de morrer do que uma mulher. Esse resultado é superior à média nacional, de 9,6 vezes. Se forem consideradas apenas as mortes naturais neste intervalo etário, a taxa cai, em Pernambuco, para 1,8.

Ao se considerar os óbitos masculinos por causas não-naturais desde a adolescência, na faixa etária entre 15 e 24 anos, as Estatísticas do Registro Civil mostram que, em PE, 74,2% das mortes de homens jovens, quase três quartos do total, é ocasionada por causas não-naturais. É o sexto maior percentual do país, inferior somente ao da Bahia, Rio Grande do Sul, Sergipe, Rio Grande do Norte e Ceará. Este percentual também está acima da média nacional, de 65,2%.
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