Vida Urbana
HOMENAGEM
Fãs fazem tributo a Chico Science e Reginaldo Rossi no Dia de Finados
Publicado: 02/11/2021 às 17:45
(O garçom Pereira Campos foi ao cemitério de Santo Amaro, na área central do Recife, homenagear o cantor Chico Science. Foto: Rafael Vieira/Esp.DP)

“Desde que conheci Chico Science virei fã. Faço essa homenagem há cerca de 15 anos. Não venho só no Dia de Finados, mas no dia do aniversário de Chico e no dia da morte dele também. Às vezes as pessoas esquecem uma figura dessas, que mostrou para o mundo o valor da nossa cultura. Então, uma homenagem para ele tem que ser bem justa. No coração, a certeza de que o trabalho dele ficou e foi imortalizado. A música não morre, ela permanece viva em nossos corações e na memória”, afirmou o garçom Pereira Campos, que foi ao local com as vestimentas características de um dos principais colaboradores do Movimento Manguebeat.
Vizinho de Science durante o período em que morou em Olinda, Valdemir André Pereira relembrou a importância do músico para a cultura pernambucana.
“Fui vizinho de Chico Science, passei essa efervescência toda do Movimento Manguebeat lá nos anos 90. Ele sempre falava que era o cara que ia fazer um novo movimento e que ia expandir essa cultura pernambucana não só para o Brasil, mas para o mundo. Eu tenho um bloco que fundei em homenagem a Chico e nada mais justo que a gente prestar esse tributo. Minha mãe também foi enterrada neste cemitério e todos os anos eu venho. Sempre encontro Pereira e acho importante a gente manter esse legado. Isso é cultura, é música, é educação. Salve, salve, Chico Science”.
Já no cemitério Morada da Paz, em Paulista, um dos túmulos mais visitados pertence ao cantor Reginaldo Rossi, que faleceu em 2013, e se encontra velado ao lado do escritor Ariano Suassuna. Hoje, o músico recebeu homenagens do flautista Mozart Ramos, que reproduziu grandes sucessos como “Garçom” e “A Raposa e as Uvas”, e do admirador João Pirangi, de 73 anos.

“Durante o ano eu venho aqui algumas vezes, quando tenho folga. No Dia de Finados eu sempre venho aqui para não esquecer o que o rei deixou para nós brasileiros. Hoje eu vim com essa roupa, que disseram ser parecida com a de Reginaldo. Então, para mim, é um privilégio. A música que ele gravou representa tudo de bom”, afirmou o aposentado.

De acordo com a administração do cemitério, cerca de 10 mil pessoas devem passar pelo local durante a semana. O número é inferior em comparação com os anos que antecederam a pandemia da Covid-19.

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