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Carnaval 2022 deve gerar novo surto de Covid-19, alertam Academias de Medicina e Ciência de Pernambuco

Publicado em: 25/11/2021 13:00

Entidades acreditam que o uso de máscaras, o distanciamento social e a proibição de aglomerações desnecessárias, são primordiais para que não surja uma nova onda de Covid-19 em Pernambuco. (Cremepe/Reprodução)
Entidades acreditam que o uso de máscaras, o distanciamento social e a proibição de aglomerações desnecessárias, são primordiais para que não surja uma nova onda de Covid-19 em Pernambuco. (Cremepe/Reprodução)
Um novo surto de Covid-19 pode surgir com as festividades de Fim de Ano e do Carnaval no próximo ano, alertam a Academia Pernambucana de Ciências (APC) e a Academia Pernambucana de Medicina (APM), em nota divulgada nesta quinta-feira (25). De acordo com as entidades científicas, mesmo as vacinas sendo o método mais eficaz de controle da situação, as medidas sanitárias como o uso correto de máscara, distanciamento físico e evitar aglomerações seguem sendo necessários, pois “países que vacinaram altas proporções de suas populações, mas que relaxaram as medidas de segurança sanitária, viram surgir novas ondas da pandemia com muita agressividade”, diz o trecho do documento. Pernambuco registra mais de 20 mil mortes pela Covid-19. Ao total, o Brasil já possui mais de 613 mil casos de óbitos pela doença.

“Temos que nos espelhar em exemplos não tão bons de outros países. Tivemos países da Europa, onde a vacinação foi feita em longa escala e que depois de uma certa abertura, inclusive com a liberação de máscaras, como na Áustria, Eslováquia e Holanda, o número de infecções vem aumentando. Por exemplo, na UTI da Suíça, as pessoas que estão internadas pela Covid, foram aquelas que não foram vacinadas. Isso volta a sobrecarregar o sistema, e coloca em risco os que foram vacinados. Agora é importante lembrar que esses ‘não vacinados’, muitas vezes são aqueles que no inverno europeu procuram os países tropicais para as festas de fim de ano e de  carnaval. E são eles que são os que carregam os vírus precursores. E, inclusive com o número grande de vírus circulando, há de se entender que, novas variantes possam acontecer nesse vírus que é extremamente inteligente, sagaz e insano que é a Covid-19”, alertou o presidente da Academia Pernambucana de Medicina (APM), Hildo Azevedo.

Os últimos dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) apontam que, nesta quinta-feira (25), 327 casos da Covid-19 foram registrados. Entre os confirmados hoje, 19 (6%) são casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e 308 (94%) são leves. Agora, Pernambuco totaliza 638.595 casos confirmados da doença, sendo 54.950 graves e 583.645 leves. Também foram contabilizados nove óbitos, ocorridos entre 11/06/2020 e 24/11/2021. Com isso, o Estado totaliza 20.212 mortes pela Covid-19.

O alerta das entidades vem no momento em que há uma grande especulação do empresariado pernambucano e também devido às declarações de gestores municipais do Estado, em relação às festas de fim de ano e as expectativas para o Carnaval em 2022. “As atividades festivas só devem ser retomadas quando não houver paciente internado por Covid-19 em Pernambuco. A gente tem que ser muito duro com esse vírus. Nós não podemos aceitar um vírus circulante. Quando ele circula, ele vai produzindo variantes e elas podem se tornar independentes tornando as vacinas inóspitas”, acrescenta Azevedo.

As academias ressaltaram que nos últimos dias, a Europa teve uma média diária de 250 a 300 mil novos casos de Covid-19 e de 3500 a 4300 óbitos por dia, decorrentes da doença. Tendo uma média móvel dos últimos 7 dias (MM-7) de casos confirmados no Reino Unido aumentou 11 vezes desde 1º de junho até 21/11/2021. Na Alemanha, o aumento foi maior, atingindo 17 vezes. As entidades consideram que este momento marca a 5ª onda da Covid-19 no Velho Continente. A situação está fazendo com que países como Reino Unido, Alemanha, França, Áustria, Holanda e Dinamarca retomem o uso de fortes restrições sanitárias. Um cenário oposto ao brasileiro, como por exemplo, no Estado de São Paulo, no sudeste, que a partir de 11 de dezembro prevê eliminar a exigência de máscara em locais abertos.

O presidente da Academia Pernambucana de Ciências (APC), Anísio Brasileiro, em comunicado através das redes sociais, pediu que todos os pernambucanos tomem a vacina contra a Covid-19.

"Me dirijo aos pernambucanos, para lhes incentivar a tomar a vacina contra a doença Covid-19. Se você tomou as duas doses, é importante que tome a dose de reforço. Se você tomou a primeira dose, tome a segunda. Se você ainda não tomou, é muito importante se vacinar. A ciência mostra, no mundo inteiro, que a única forma de combater as pandemias é através das pesquisas e das vacinas. É muito importante que no Natal 80% da população pernambucana esteja vacinada. Assim, estaremos seguros para conversar e compartilhar com nossos amigos e familiares, o Natal. Por favor, vacinem-se".



Os últimos dados da SES-PE, indicam que Pernambuco aplicou 13.300.312 doses de vacinas contra a Covid-19 na sua população, desde o início da campanha de imunização no Estado (no dia 18 de janeiro de 2021). Com relação às primeiras doses, foram 7.139.813 aplicações (cobertura de 92,82%). Do total, 5.570.112 pernambucanos (72,41%) já completaram seus esquemas vacinais, sendo 5.397.039 pessoas que foram vacinadas com imunizantes aplicados em duas doses e outros 173.073 pernambucanos que foram contemplados com vacina aplicada em dose única. Em relação às doses de reforços (terceira dose), já foram aplicadas 590.387 doses.

Conforme avaliação das entidades pernambucanas, o aumento de casos na Europa se deve ao relaxamento das medidas restritivas, como o não uso de máscaras e a permissão de aglomerações. As academias temem que o que está acontecendo na Europa possa ser uma prévia do que poderá acontecer no Brasil em 2022.

“O risco atual no Brasil é superior, por exemplo, ao da Espanha quando iniciou o relaxamento das medidas restritivas com taxa de vacinação superior à nossa. Se ocorrerem as aglomerações de final de ano e do carnaval, com probabilidade muito elevada, poderemos vir a repetir em 2022 lockdowns restritos ou parciais com consequências nefastas para a nossa já combalida economia”, diz o trecho da nota.
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