Diario de Pernambuco
Diario de Pernambuco
Digital Digital Digital Digital
Digital Digital Digital Digital
Notícia de Local

SAÚDE

Especialista alerta sobre cuidados para a saúde mental dos professores

Publicado em: 08/10/2021 09:15

 (Foto: Sandy James/Esp. DP
)
Foto: Sandy James/Esp. DP
Uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que analisou o impacto do isolamento social na saúde mental de trabalhadores essenciais, mostrou que sintomas de ansiedade e depressão afetam 47,3% desses trabalhadores durante a pandemia, no Brasil e na Espanha. Mais da metade deles (e 27,4% do total de entrevistados) sofre de ansiedade e depressão ao mesmo tempo. Além disso, 44,3% têm abusado de bebidas alcoólicas; 42,9% sofreram mudanças nos hábitos de sono; e 30,9% foram diagnosticados ou se trataram de doenças mentais no ano anterior.

De acordo com o psicólogo Rodrigo Nery, o número de profissionais da educação que buscaram atendimento sendo diagnosticados com a síndrome de Burnout aumentou perceptivelmente durante o período.

“Essa síndrome é o afeto convertido em dor física, então o aumento das dores no corpo tem sido uma queixa constante nos pacientes que procuram a terapia. Esperavam que a pandemia fosse uma corrida de 100 metros e virou uma maratona. Isso tem gerado tensão, medo, fobias, tristeza e solidão. Esse afeto tem aparecido no corpo: dores nas articulações, esgotamento físico e insônia são os principais sintomas”, explicou o psicólogo clínico.

Essa síndrome é caracterizada por uma sensação de esgotamento e sentimentos negativos sobre a rotina laboral. Conforme definição apresentada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), “a Síndrome de Burnout é resultante de um estresse crônico no trabalho que não foi administrado com êxito”. Mesmo antes da pandemia, os docentes já eram as pessoas mais propensas à Síndrome de Burnout, de acordo com a Organização Mundial do Trabalho (OIT).

Segundo a OMS, no Brasil, 11,5 milhões de pessoas sofrem com depressão e até 2030 essa será a doença mais comum no país.  “Os motivos para esse esgotamento são muitos, a maioria ligada a um maior número de horas trabalhadas por dia. A impotência diante das precárias condições de trabalho a que estão submetidos, a ausência de muitos alunos no ensino remoto, o fato de não possuírem equipamentos ou mesmo acesso à internet são exemplos do aumento da jornada de trabalho”, explica o psicólogo.

“Além de inovarem no ensino remoto, precisam preparar material impresso, orientar alunos e pais, ligar para os ausentes, corrigir e verificar se o material está sendo eficiente para o aprendizado”, complementa Nery.

“Para isso, é preciso se atentar aos primeiros sinais para entender quando as coisas não vão bem e conseguir tomar uma atitude. O desenvolvimento da Síndrome de Burnout pode ser prevenido com mudanças de hábitos simples e adotando estratégias que ajudam na gestão do estresse e na forma como o trabalho é percebido”, finaliza.
Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.
Baixas na equipe de Guedes
Trump anuncia planos para lançar nova rede social
Manhã na Clube: entrevistas com Teresa Leitão (PT), Fernandes Arteiro e José Teles
CPI da Pandemia recomenda indiciamento de Bolsonaro
Grupo Diario de Pernambuco