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REFLORESTAMENTO

Viveiro florestal impulsiona ações de reflorestamento em Suape

Publicado em: 21/09/2021 14:27

 (Foto: Dani Coutinho/Porto de Suape)
Foto: Dani Coutinho/Porto de Suape
Nesta terça-feira (21), dia em que se comemora o Dia Nacional da Árvore, a administração do Complexo Industrial Portuário de Suape tem motivos de sobra para celebrar. A estatal segue colaborando de forma incisiva para a preservação dos biomas em seu território de 13,5 mil hectares, cuja área total destinada à preservação (Zona de Preservação Ecológica de Suape - ZPEC) chega a 59%. E uma das principais engrenagens para promover esse trabalho é o Viveiro Florestal da empresa, que, desde 1995, desenvolve atividades de produção de mudas nativas de Mata Atlântica para ações de reflorestamento, que já beneficiaram 1.076 hectares.

Ocupando área de 1,75 hectare, às margens da rodovia PE-60, no Cabo de Santo Agostinho, o viveiro tem capacidade de produção de cerca de 450 mil mudas/ano de 80 espécies nativas da Mata Atlântica. Parte da equipe de produção é formada por moradores das comunidades locais de Algodoais e Massangana, que auxiliam a Cooates, cooperativa contratada por Suape para tocar todo o processo de produção.

“Os residentes conhecem a mata como ninguém e ajudam a encontrar as sementes das espécies. Elas são trazidas para cá e passam por todas as etapas de beneficiamento, germinação, ensacamento, rustificação, até que a muda esteja apta para plantio em áreas de restauração florestal determinadas pela Diretoria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Suape”, explicou o gestor do viveiro, o engenheiro agrônomo José Mário de Souza Flor e Sá.

Para que o ciclo esteja completo, é necessário um “trabalho de formiguinha”. Depois que a semente é selecionada, pode levar até um ano para que uma muda fique pronta. “Algumas espécies, como a aroeira, a burra-leiteira e a mutamba, levam pouco mais de três meses e já ficam prontas para o plantio. Já outras exigem mais cuidados e podem demorar até um ano, como o pau-brasil, o visgueiro e a maçaranduba”, salientou o engenheiro agrônomo de Suape.

Atualmente, o viveiro tem em estoque 380 mil mudas, que servem tanto para novas ações de reflorestamento como para a manutenção do trabalho já realizado. “A produção não para, pois a tarefa de conservação das áreas que já foram reflorestadas também exige o plantio de novas mudas. Somente em 2021, nós já fizemos o plantio de mais de 180 mil mudas na área do território estratégico de Suape e devemos ampliar esse número em 2022”, agregou José Mário.

Segundo informa o diretor de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Suape, Carlos Cavalcanti, todo o trabalho deverá ter mais um reconhecimento em breve. “O viveiro passará por auditoria para conquistar as certificações ISO 14001 e NBR 16001 (responsabilidade ambiental e responsabilidade social). A primeira é específica aos requisitos mínimos relativos ao sistema de gestão ambiental e tem foco na redução do consumo de recursos e no ganho econômico com o uso da energia solar. Já a segunda estabelece critérios para gestão da responsabilidade social. Para isso, o espaço verde deverá implementar ações para promoção da cidadania e do desenvolvimento sustentável”, pontuou o gestor.

Ação no mangue 
Ainda dentro da programação do Dia da Árvore, a Diretoria de Meio Ambiente de Suape realizou, na manhã desta quarta-feira, o plantio de 42 mudas da espécie mangue-vermelho (Rhizophora mangle) em uma área de manguezal no Engenho Ilha dos Martins, localizado no município do Cabo de Santo Agostinho. O evento acontece às 10h. Por meio da criação de unidades de conservação para preservar os manguezais remanescentes no território, Suape já recuperou nove hectares de mangues somente no Engenho Ilha. As mudas foram doadas pelos engenheiros de pesca e professores Zeca Pacheco, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), e Arthur Marinho (Instituto Marinho).

Sustentabilidade como marca
Além do trabalho no viveiro, Suape adota diversas iniciativas para promoção da sustentabilidade no território. A administração do porto aplica os conceitos do ESG (Environmental, Social and Corporate Governance), que anda lado a lado com uma governança corporativa aliada às boas práticas ambientais, sociais e de gestão. Em junho deste ano, a empresa passou a integrar o grupo de representações públicas e privadas do mundo signatários do Pacto Global, rede criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) com a missão de fomentar iniciativas que promovam ações sociais, incentivando a sustentabilidade e promovendo a cidadania. No total, 161 países têm representações no pacto. Em 2020, o porto movimentou o total de 25,6 milhões de toneladas de cargas, alcançando o recorde histórico e o quarto lugar no país no ranking da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

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