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PE conquista o 1° lugar do país na ONHB com Colégio Núcleo no topo em número de equipes premiadas

Publicado em: 13/09/2021 17:50 | Atualizado em: 13/09/2021 18:21

 (Foto: Divulgação)
Foto: Divulgação
Pernambuco conseguiu o primeiro lugar do país na Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB), promovida pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp/SP). Ainda no contexto de pandemia, 9.300 equipes participaram da competição estudantil, entre alunos do 8° e 9° ano do ensino fundamental e dos 1°, 2° e 3° anos do ensino médio, de escolas públicas e privadas. Durante da competição, 414 chegaram à final, incluindo 82 equipes do estado. Mas o feito não parou por aí. Do total de finalistas, 17 equipes pernambucanas conquistaram medalhas. O Colégio Núcleo, localizado no bairro da Jaqueira, na Zona Norte do Recife, ficou em primeiro lugar no país em número de equipes premiadas, com 9, no total.

A participação na Olimpíada acontece por meio de equipes formadas por um professor orientador e três alunos. De acordo com o diretor do colégio, Gilton Lyra, a ONHB oferece uma dinâmica diferente das demais competições, sendo uma das Olimpíadas mais acirradas do país. Em uma das fases, as equipes precisaram criar uma exposição virtual e, nela, desenvolver quatro paredes explicativas sobre o bicentenário da Independência do Brasil, que será celebrado no próximo ano. 

"É uma olimpíada muito intensa, dinâmica. Os estudantes têm uma tarefa a cada semana durante dois meses, onde respondem algumas perguntas, pesquisam. Não é nada pronto e exige muita autoria. É algo que nos deixa muito orgulhosos, perceber esse perfil de busca", comemorou. O colégio teve 27 medalhas de ouro, prata e bronze, além de registrar mais equipes premiadas na final que os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais juntos (cada estado teve quatro equipes medalhistas), ficando à frente de 22 estados. 

 (Foto: Divulgação)
Foto: Divulgação
A estudante do 3° ano do ensino médio, Júlia Fuentes, disputou a competição pelo quarto ano seguido. Uma das medalhistas de ouro da edição 2021, ela conta que este ano o gosto da conquista foi diferente. "O processo é muito diverso, envolve muita reflexão e habilidades diferentes. Foi uma das melhores experiências que tive no âmbito educacional, que agregou, inclusive, no meu caráter. É uma Olimpíada que ajuda a formar cidadãos", enfatiza. 

A fase final envolveu duas questões abertas, nas quais os estudantes tinham que analisar dois discursos e, posteriormente, escrever uma dissertação. A estudante celebrou o desempenho, ao passo em que ressaltou a importância da Olimpíada de História para a trajetória que pretende trilhar num futuro próximo na área de Relações Internacionais. "É uma sensação de que as coisas estão caminhando bem. É algo que agrega muito para redação e para a área de Humanas. Então, tenho a sensação de que estou no caminho certo".
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