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VIOLÊNCIA DE GÊNERO

Escola de Referência de Pernambuco cria projeto de empoderamento feminino

Publicado em: 01/09/2021 15:22

 (Foto: Divulgação )
Foto: Divulgação
A Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Joaquina Lira, de Aliança, Zona da Mata do Estado, lançou, na última quarta-feira (25), o projeto “Entre elas: diálogos que empoderam”, que tem como proposta criar uma rede de apoio feminina na unidade de ensino. O trabalho tem como objetivo orientar estudantes e funcionárias da escola sobre os diferentes tipos de violência sofridos pela mulher e assim, diminuir a desigualdade de gênero na região por meio de encontros com profissionais de diferentes áreas, como saúde, educação e direito.

A ideia de criar o projeto partiu de Hosana Ribeiro, assistente de gestão, e de Milena Patrícia, coordenadora pedagógica da escola, que perceberam um aumento de casos de violência doméstica na pandemia sofridos por estudantes e funcionárias. “Muitas alunas e funcionárias vinham conversar conosco e com a gestão da escola no privado sobre esses casos de agressão. Ficamos impactadas com esse aumento e decidimos criar, assim que iniciassem as aulas, um projeto para abraçar essas meninas e mulheres”, detalhou.

De acordo com Hosana, inicialmente os encontros devem acontecer de forma remota para atingir o máximo de estudantes e funcionárias possível, sempre com palestras com profissionais diferentes. “O nosso primeiro encontro está quase certo para o próximo dia 14, com uma advogada que é ex-aluna nossa. Já criamos um grupo no Whatsapp com estudantes, funcionárias, professoras e demais integrantes da nossa comunidade escolar para socializar as informações que temos. Nós trabalhamos com a sororidade, com a ideia de que uma mulher precisa apoiar a outra, e todas nós precisamos discutir sobre violência física, doméstica, psicológica, que são violências de gênero”, acrescentou.

A estudante Tatiane Maria de Lima, do 3º ano do Ensino Médio da EREM, acredita que o projeto vai ajudar muitas meninas e mulheres da comunidade escolar. “Eu já fui vítima de assédio e a forma com que a escola está me ajudando é criando esse projeto não só para mim, mas para todas terem voz e se sentirem acolhidas. A nossa escola criou este trabalho para que nenhuma mulher se cale diante de situações de violência. Isso está sendo muito acolhedor e eu estou amando. O projeto está me ajudando bastante e vai ajudar muitas outras”, declarou.

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