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PROTEÇÃO

Anticoncepcionais não devem ser administrados sem avaliação médica, alerta especialista

Publicado em: 02/09/2021 15:50

 (Pixabay)
Pixabay
O medo de uma gravidez não planejada leva muitas mulheres a se automedicarem com anticoncepcionais. A prática não é novidade, tendo em vista que as pílulas não necessitam de receita médica para a sua aquisição. Entretanto, a utilização sem a devida orientação médica pode acarretar problemas graves, como tromboembolismo venoso profundo e pulmonar, aumento na chance de infarto, AVC e risco de desenvolver alguns tipos de câncer. É o que alerta o ginecologista e obstetra Itamar Santana. “As consequências da utilização indiscriminada de anticoncepcionais pode gerar inúmeros transtornos ao organismo da mulher, como cefaleia e tontura, enjoos e vômitos, indisposição, ganho de peso, alterações do humor surgimento de acne e melasma [mancha escura no rosto], entre outras inúmeras reações indesejadas”, detalha o médico.

O método contraceptivo representa um grande marco na liberdade sexual das mulheres, oferecendo segurança àquelas que não desejam engravidar ou preferem planejar com mais cautela uma possível gestação, mesmo os medicamentos não garantindo 100% de eficácia. Entretanto, essa manipulação merece cautela.  “Nenhum método contraceptivo é totalmente seguro. Todos podem falhar. Uns mais, outros menos. O melhor método deve ser definido a partir de uma consulta médica, onde o profissional deverá avaliar as condições clínicas da paciente e direcioná-la ao melhor mecanismo”, esclarece Itamar.

Mudança de humor, diminuição da libido e até o surgimento de varizes podem estar associadas ao uso da medicação. Especialmente pessoas que possuem doenças coronarianas e cardiovasculares, tromboembólica ou tromboflebite, diabetes insulinodependente grave, doenças do fígado e lúpus eritematoso sistêmico, entre outras enfermidades não devem de forma alguma fazer uso da medicação sem orientação profissional.

Os anticoncepcionais também podem ser benéficos em situações que vão além de poupar uma gravidez. Eles podem atuar no tratamento de doenças e disfunções no corpo feminino, a exemplo de sangramentos irregulares ou diminuição considerável do fluxo menstrual, endometriose, síndrome dos ovários policísticos, controle da cólica menstrual e TPM. “A avaliação criteriosa de cada paciente precisa ser levada em conta, para que seja determinado qual o melhor método e medicação para o seu quadro clínico”, reforça o especialista.

MÉTODOS – No caso de utilização para a inibição da gravidez, além da pílula, há no mercado à disposição inúmeras opções e métodos contraceptivos que vão desde o uso de camisinha masculina e feminina, os comprimidos orais combinados e de progesterona, o implante subdérmico (Implanon) e a introdução do DIU (de cobre ou medicado), diafragma ou anel vaginal, e até os mecanismos mais invasivos e permanentes, como laqueadura e a vasectomia. Todos eles têm suas vantagens e desvantagens, devendo ter suas utilizações individualizadas para cada paciente durante a consulta ginecológica.
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