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EQUÍVOCO

Paulista vai investigar vacinação irregular de adolescentes com AstraZeneca

Publicado em: 26/08/2021 20:23 | Atualizado em: 26/08/2021 20:42

 (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
A Prefeitura de Paulista informou, nesta quinta-feira (26), que vai investigar dois casos de adolescentes que foram vacinados contra a Covid-19 com um imunizante não autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para menores de 18 anos. Os jovens, de 15 e 17 anos, receberam a vacina da AstraZeneca, desenvolvida pela Universidade de Oxford e distribuída pela Fiocruz, quando deveriam ter sido imunizados com a Pfizer, o único imunizante aprovado pela Anvisa para pessoas nessa faixa etária. 

Os casos aconteceram no Shopping Norte Janga, dias após o município anunciar a ampliação da vacinação para jovens entre 12 e 16 anos com comorbidades ou deficiências. O jovem de 15 anos tem asma crônica e recebeu o imunizante no sábado (21). "Na mesa, frisei várias vezes que ele tinha asma crônica. A atendente anotou na mesa e já mandou meu filho se dirigir para a vacina. Lá, o técnico foi aplicando. Não informou a ele qual era a vacina e nós, na correria, saímos sem questionar. Em casa, quando fui conferir o cartão de vacina dele, vi que tinha tomado AstraZeneca", disse a mãe do estudante, em entrevista ao G1. 

De acordo com ela, o jovem teve reações à vacina, como dor de cabeça e febre. Até aquele momento, ela conta que não tinha sido contatada pela prefeitura. Só depois de acionar o secretário de Saúde do município, o adolescente foi encaminhado para a Policlínica Torres Galvão e, de acordo com a mãe do garoto, o médico disse que, "aparentemente, ele estava tendo uma reação normal à vacina, de adulto".

Por meio de nota, a Prefeitura de Paulista disse que está monitorando os casos. Mas, de acordo com a mãe do jovem de 15 anos, não é bem isso que está acontecendo. "Só me ligaram de novo na terça, quando aconteceu esse novo caso. O monitoramento que disseram que iam fazer está sendo feito por mim, que estou 24 horas por dia dentro de casa", disse.

Já a adolescente de 17 anos, foi imunizada três dias depois, na terça-feira (24). Ela, que é estudante de fisioterapia e também tem asma, disse que perguntou várias vezes à técnica de enfermagem que realizou a aplicação sobre a imunização com a AstraZeneca. De acordo com a jovem, ela e a mãe receberam a resposta de que "não tinha nenhum problema".

Através de nota, a Prefeitura de Paulista disse que a fiscalização e orientação aos profissionais de saúde serão intensificadas. "A Secretaria de Saúde já havia intensificado o monitoramento e a orientação aos profissionais de saúde em todos os polos de vacinação. Após o ocorrido, a fiscalização e a orientação a esses profissionais serão feitas com ainda mais intensidade". Ainda em nota, o município informou que a "conduta dos profissionais da saúde que cometeram o equívoco estão sendo apuradas e as medidas cabíveis serão tomadas". 

A prefeitura também assegurou que não há registro de outros casos de aplicação incorreta de vacina no município. "As notificações estão sendo encaminhadas à Gerência Regional de Saúde (Geres), vinculada à Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco, para seguir as orientações devidas quanto à aplicação da segunda dose do imunizante nos dois adolescentes".

O que diz a SES-PE?

Também por meio de nota, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), informou que, "nesses casos, a orientação é monitorar a evolução do caso. Sobre a segunda dose, deverá ser aplicada a Pfizer com 60 dias".

A secretaria ainda disse que vem realizando periodicamente capacitações com os municípios para orientar sobre o processo vacinal contra a Covid-19, além de repassar as orientações "nas reuniões da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) e prestar apoio técnico sempre que necessário". 

Além disso, a SES-PE reforçou que "foram produzidos diversos documentos, como notas técnicas, inclusive com material específico sobre a vacinação de adolescentes, que deve ser feita exclusivamente com a vacina da Pfizer".
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