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SOLIDARIEDADE

Dezessete anos após acidente, campanha para Yoko Farias precisa de doações

Publicado em: 26/08/2021 16:41 | Atualizado em: 26/08/2021 19:25

 (Foto: Arquivo Pessoal)
Foto: Arquivo Pessoal
Dezessete anos se passaram desde que Yoko Farias Sugimoto, de 37 anos, sofreu um grave acidente na cama elástica de um parque em um shopping, na Zona Norte do Recife. Yoko, na época com 20 anos, era monitora do estabelecimento e estava sentada no brinquedo, quando uma colega de trabalho estava pulando e caiu com os joelhos em seu pescoço. Ela fraturou uma vértebra, perdeu o movimento dos membros inferiores e, ainda hoje, luta por qualidade de vida.

“Eu trabalhava em um parque e a outra monitora me chamou para pular no equipamento. Então resolvi sentar na borda da cama elástica para descansar. Quando eu olhei para cima, ela caiu exatamente no meu pescoço. Naquela hora meu corpo ficou totalmente imóvel, eu não consegui me mexer. Fiquei tetraplégica. Foi no mês de julho, mês de férias, que a criançada vai para o shopping. Eu fazia vários bicos para conseguir pagar a faculdade de relações públicas. Esse era um deles”, contou. Ela revela que nunca foi indenizada pelo acidente. 

A rotina de Yoko foi modificada e a jovem precisou de cuidados dobrados e acompanhamento médico.

“Na época meu pai morava no Japão e minha avó, que era idosa, passou a cuidar de mim. Eu virei praticamente um bebê. A minha vida deu uma reviravolta no momento em que eu tentava me tornar independente. Eu estava estudando com o objetivo de me formar e isso não aconteceu. Nem o shopping, empresa ou a colega ofereceram ajuda ou financiamento de custos”, relata. O pai e a avó, parentes mais próximos de Yoko, faleceram. Atualmente, a madrasta trava com ela um processo na justiça para adquirir o apartamento em que vive, deixado por seu pai.

Os cuidados foram iniciados com 40 dias de internamento em um hospital, seguidos de visitas anuais ao Hospital Sarah Kubitschek, em Brasília, e uma campanha para realizar um tratamento com células-tronco na China. Foram oito meses de mobilização, com bingos, venda de objetos e divulgação. Yoko viajou para a cidade de Shijiazhuang, onde realizou o tratamento na Beiki Biotech.

“Tive melhoras na sensibilidade do meu braço esquerdo, no meu tronco, mas não consegui reverter a tetraplegia. Apesar disso, não me arrependo. Era uma pontinha de esperança que eu tinha. Faria de novo quantas vezes fosse preciso”, diz ela.

Com parte do movimento dos braços, fez um curso tecnológico de produção de eventos e começou a trabalhar na Superintendência Estadual de Apoio à Pessoa com Deficiência. Foram dois anos e sete meses. Durante um ano, um carro levava e trazia Yoko do trabalho. Depois, ela passou a pegar dois ônibus e às vezes metrô para sair de Candeias, e chegar à Abdias de Carvalho.

“Pedi demissão porque tinha muita dificuldade com o transporte. Elevadores de ônibus quebrados, motoristas despreparados, que queimavam paradas. Era muito difícil”, relembra.

Hoje, Yoko recebe ajuda do Benefício de Prestação Continuada (BPC), no valor de um salário mínimo. O dinheiro não é suficiente para os custos com a saúde e despesas pessoais. O reforço financeiro vem do apoio de amigos e da campanha, que pode ser fortalecida através de doações pelo Pix (yokofarias@gmail.com) e pelas contas: 

Banco do Brasil 
Agência: 1837-6
Conta Corrente: 108640-5
Yoko Farias Sugimoto 

Caixa Econômica Federal 
Agência: 1580-013
Conta Poupança: 00127872-9 
Yoko Farias Sugimoto 
Cpf: 048153704-00

Contato:Yoko Sugimoto  
81 996852947 
@yoko_farias

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