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Em seis meses de vacinação contra a Covid-19, Pernambuco aplicou 5.186.972 milhões de doses

Publicado em: 18/07/2021 20:27

Há exatos seis meses, Pernambuco dava início à imunização da população contra a Covid-19. Até este domingo (18/07), mais de 5 milhões de doses foram aplicadas garantindo a proteção de diversos grupos contra a doença, que já tirou a vida de 18.325 pessoas no Estado. Mais de 1,3 milhão de pessoas já estão com o esquema vacinal completo, representando 19,28% da população a partir dos 18 anos. O cenário epidemiológico da pandemia no Estado vem apresentando redução nos indicadores com o andamento da campanha, porém o Governo do Estado alerta que a pandemia ainda não acabou e que, para controlar a doença, é necessário avançar na vacinação, com o recebimento de maiores volumes de doses, adesão da população, garantia do cumprimento do esquema vacinal completo, além da manutenção das medidas de proteção, com uso de máscara, distanciamento físico e lavagem das mãos.

 “Nosso trabalho começa bem antes da chegada dos imunizantes ao Aeroporto do Recife. Assim que recebemos a pauta de distribuição do Ministério da Saúde, que contém os montantes e o público alvo iniciamos o levantamento detalhado do quantitativo a ser destinado para cada cidade. Quando as doses chegam à sede do PNI, são conferidas em sua totalidade, desde conferência de lotes, prazo de validade e temperatura, e inicia-se a separação dos montantes que serão encaminhados para as Gerências Regionais de Saúde, onde ficarão disponíveis para retirada por parte dos gestores municipais”, detalha a superintendente de Imunizações do Estado, Ana Catarina de Melo. Até agora, Pernambuco recebeu 6.060.650 doses de imunizantes. Foram 3.051.670 da Astrazeneca/Oxford/Fiocruz, 2.184.160 unidades da Coronavac/Butantan, 656.370 doses da Pfizer/BioNTech e 168.450 da Janssen.

Para garantir o acesso rápido aos imunizantes ao longo desses seis meses, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI-PE), contou com o apoio logístico de diversos atores para realização do transporte seguro e em tempo hábil. A cada nova remessa, escoltas da Polícia Federal - que direciona os imunobiológicos para sede do PNI - e da Polícia Militar, coordenados pela Secretaria de Defesa Social (SDS-PE), que viabilizam a distribuição segura das vacinas para os municípios em até 24 horas após o recebimento no PNI-PE. A operação ainda conta com o apoio da companhia aérea Azul para envio rápido dos imunizantes para as cidades do sertão do Estado 

“Uma campanha de vacinação efetiva depende da oferta de doses para população e estratégias para facilitar o acesso da população a essa proteção tão importante. Acreditamos que, se nos for ofertada uma entrega de vacinas de forma regular e com montantes significativos, poderemos vacinar toda a população acima de 18 anos até o final do mês de setembro com a primeira dose, e até o fim do ano, com as duas doses”, destacou o secretário estadual de Saúde, André Longo. 

Entre os desafios de uma campanha de imunização onde são indicadas duas doses para proteção, está a garantia da completitude do esquema vacinal. “Nosso maior desafio hoje é garantir essa segunda dose. Cada vez mais fomos avançando, apesar de ser um avanço lento diante do que esperávamos. O maior desafio do PNI no momento é garantir que todas as pessoas que tomaram a primeira dose, recebam a segunda no intervalo estabelecido. Estabelecemos nos encontros da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) um diálogo preciso sobre a importância das estratégias de vacinação para atrair e chegar ao público elegível, além de mapear quem são essas pessoas e se elas de fato concluíram o processo de imunização”, afirma Ana Catarina. 

A disponibilidade de diversos tipos de imunobiológicos mobilizou cientistas de diversas partes do mundo. No Brasil, atualmente, são quatro os ofertados à população após aprovação junto a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e incorporação ao Programa Nacional de Operacionalização (PNO), do Ministério da Saúde, que destacam a segurança e eficácia de todos eles. “Em um momento que você tem uma alta transmissibilidade do vírus, que você tem pessoas adoecendo, complicando clinicamente e morrendo, precisamos observar atentamente o impacto dessas vacinas na diminuição das taxas de casos graves e óbitos. Todas as vacinas que temos no momento são de qualidade, seguras e são eficazes. O principal objetivo da vacinação é reduzir os casos graves e óbitos e isso as vacinas têm feito muito bem, independente do laboratório produtor”, frisa o secretário André Longo. 

“O que precisamos neste momento é que as pessoas que estão dentro dos grupos elegíveis se vacinem com primeira e segunda dose o quanto antes. Quanto mais esse indivíduo postergar essa imunização, ele vai ficar exposto, vai adoecer e, consequentemente, vai transmitir para outras pessoas, além de favorecer que o vírus fique circulando em nosso território”, complementa a superintendente de imunizações, Ana Catarina.
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