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PROJETO

Suape lança projeto para produção de mel e derivados em comunidades

Publicado: 29/06/2021 às 12:46

/Heloíse Oliveira/Suape

(Heloíse Oliveira/Suape)

O Complexo Industrial Portuário de Suape, na Região Metropolitana do Recife, lançou em parceria com moradores de comunidades nos municípios do Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca, um projeto que consiste na criação e preservação de abelhas sem ferrão, para fomentar o desenvolvimento social e a geração de renda. O trabalho consiste na implantação de 30 meliponários, cada um com 20 colmeias. O investimento é de R$ 321,2 mil e será executado num prazo de dois anos.

“Com essa ação socioambiental, vamos capacitar as famílias cadastradas para o manejo e recolhimento de mel e processamento de produtos derivados”, explica Carlos Cavalcanti, diretor de Meio Ambiente e Sustentabilidade (DMS) da estatal portuária. As comunidades integram o território do Complexo que ocupa área de 13,5 mil hectares.
O lançamento ocorreu, recentemente, durante encontro virtual entre a equipe da DMS, colaboradores de Suape e o presidente da Associação dos Apicultores e Meliponicultores do Cabo de Santo Agostinho (AAMC).

“A manutenção e perpetuação das espécies nativas é um dos principais objetivos do projeto. Se a gente multiplica o número de abelhas nas áreas de proteção ambiental de Suape, efetivamente, vamos conseguir ter plantas com o maior poder germinativo, e é nesse momento que há a interface entre a abelha e a natureza. O mel, então, chega como um subproduto, e com o decorrer da produção, poderá ser comercializado com o auxílio técnico da associação”, explica o presidente da AAMC, Antônio Ferreira.

“A meliponicultura é considerada uma atividade sustentável, já que contribui diretamente com os biomas por meio da polinização das espécies nativas da Mata Atlântica presentes no território de Suape”, pontua o diretor Carlos Cavalcanti.

Associação
A AAMC foi a vencedora da licitação para execução do projeto, que começa a dar os primeiros passos. Nessa etapa, 200 abelhas nativas brasileiras sem ferrão serão adquiridas pela entidade, mas o programa prevê em torno de 600 exemplares ao longo do seu desenvolvimento. A família das abelhas é composta por rainha, princesas, zangões e operárias.

A equipe da Associação dos Apicultores e Meliponicultores também utilizará a técnica de caixas-iscas para a captação de colmeias que forem identificadas em troncos de árvores envelhecidas para serem deslocadas para o meliponário das comunidades. O programa beneficiará, diretamente, 30 famílias. Técnicos da entidade também realizarão oficinas sobre a biodiversidade do território e manejo das abelhas visando o fomento do empreendedorismo social.

O projeto sempre tem início no período da entressafra (maio a agosto, que corresponde ao período chuvoso na Zona da Mata pernambucana, em que não há floração suficiente para que as abelhas produzam mel. Entre setembro e março de 2022, as famílias poderão começar a ver a produção do mel aparecer, pois esse ciclo corresponde aos meses de safra, momento ideal para que o mel seja recolhido para comercialização.
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