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APRESENTAÇÃO

Prazer, Cora e Fênix: PF apresenta cães farejadores recém incorporados

Publicado em: 22/06/2021 21:10 | Atualizado em: 22/06/2021 21:29

 (Foto: Rômulo Chico/Esp.DP
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Foto: Rômulo Chico/Esp.DP
Novos integrantes em ação. A Polícia Federal em Pernambuco, apresentou, ontem, os dois novos cães farejadores incorporados à equipe operacional de combate às drogas. Tratam-se das fêmeas Cora, de 1 ano e dez meses, e Fênix, de 3 anos, que já convivem no canil da corporação com outros dois parceiros de equipe. Durante a apresentação, que aconteceu no Centro de Treinamento da polícia, houve uma demonstração de como os cães auxiliam os agentes nas operações. Essa foi uma das ações organizadas pela PF em referência ao dia 26 de junho, reservado no calendário como o dia especial de combate às drogas. 

Ao todo, a Polícia Federal conta com quatro cães farejadores, sendo três fêmeas e um macho, com atuação no combate às drogas, em aeroportos e rodovias, e explosivos. As recém-integrantes da corporação são da raça pastor belga malinois, assim como os veteranos Falcon de 3 anos e há dois sendo integrante do grupo, e Doeska, que está prestes a se aposentar, aos 11 anos. Diferente dos demais, a cadela é belga e faz parte da equipe desde os seis anos, já tendo passado pelos setores de drogas e explosivos, inclusive participando da cobertura de grandes eventos esportivos, como a Copa das Confederações (2013) e a Copa do Mundo de 2014, além da Copa América (2019), as três competições sediadas pelo Brasil. De acordo com a PF, outra fêmea deve chegar em breve de Brasília para substituí-la. 

”Estamos fazendo ações que já são feitas rotineiramente, e neste dia, convidamos o público a conhecer um pouco mais o nosso trabalho. Temos a semana do combate às drogas e em todo o Brasil estamos tendo ações”, contou a agente da PF, Ana Paula. Ela explica como funciona o trabalho com os cães farejadores. “Nossos cães são treinados para localizar drogas em locais escondidos, como bagagens, às vezes no corpo das pessoas que fazem o papel de mula (pessoa que transporta a droga enrolada no corpo). Além de buscas em automóveis, drogas enterradas, em ambientes domésticos. Existe um multiplano”. 

Segundo Ana Paula, o sinal mais claro dado à corporação de que o cão localizou o material entorpecente acontece quando o animal senta logo após farejar o local onde possivelmente a droga foi escondida. De acordo com a gente, esse sinal é chamado de “indicação passiva”. “Com o cuidado de não assustar, o cão não pula em cima da pessoa quando acha a droga, pelo contrário, ele senta e fica olhando para o local onde está a droga. Quando o cão senta, a gente sabe que ali pode ter ou já teve droga”. 

A agente conta que a corporação tenta reunir nos cães que atuam como farejadores características de docilidade. Além disso, o animal deve gostar de brincar. Baseada nisso, Ana Paula aproveitou para desfazer um mito que ainda circula acerca da atuação dos cães. “Existe uma ideia errônea de que o cão é viciado, quando, na verdade, o cão nunca teve contato com a droga. O que acontece é que (no treinamento) a gente esconde o brinquedo, que tem o cheiro da droga e o cão acha o brinquedo. Quando o cão encontra, nós o premiamos brincando mais com ele. Então, para achar a droga, o cão vai estar brincando e quem vai estar trabalhando somos nós”. A agente explicou que o brinquedo é sempre levado pela equipe para as operações porque o cão, segundo ela, encontra a droga, a partir do cheiro, em busca do brinquedo. 

A Polícia Federal informou que o treinamento dos cães é realizado no canil central de Brasília, logo após o período de desmame. “É respeitado esse momento de desmame, porque a amamentação e o contato com a mãe são muito importantes para o cão. A cadela é quem dá a primeira educação. Posteriormente, é feito um período de socialização do cão com outros animais e com outros ambientes. Entre os nove e 10 meses é que começam a ter contato com o cheiro”. 

Incorporação de agente

Além de Cora e Fênix, a Polícia Federal ganhou mais um novo colaborador, que, por sinal, já é bastante conhecido na corporação. O operador Dilton Oliveira trabalha na PF há 17 anos como escrivão e há cerca de um mês conseguiu a oportunidade de integrar também uma área que já era bastante desejada. 

“Trabalhar com cães era algo que eu realmente buscava há muito tempo. Aqui, pegamos esse amor pelos cães como se eles fossem nossos mesmo, cuidamos deles com todo o carinho”, disse. Segundo o operador, os cães passam por consulta veterinária semanalmente.

Dilton Oliveira e Ana Paula são os responsáveis pelo canil e conduzem os cães durante as operações.  
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