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DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

Com prazo até 2030, Recife está longe de cumprir metas de desenvolvimento da ONU

Publicado em: 07/06/2021 15:06

 (Foto: arquivo ARIES/Projeto CITinova)
Foto: arquivo ARIES/Projeto CITinova
O Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades - Brasil, portal lançado pelo Programa Cidades Sustentáveis (PCS), em parceria com a Sustainable Development Solutions Network (SDSN) para monitorar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável elencados pela Organização das Nações Unidas (ONU) em seus países-membros, disponibiliza dados de 770 municípios do país. Atualmente, o Recife ocupa a 378ª posição do ranking, com nota 54,5 pontos numa escala de 0 a 100, distante do cumprimento de todas as metas até 2030. 

Considerando apenas as capitais, o Recife fica na 14ª posição e, a nível de Pernambuco, ocupa o segundo lugar, atrás apenas de Petrolina, com 54,9 pontos. Os números são preocupantes diante do prazo para cumprimento dos 17 objetivos, uma vez que a capital pernambucana tem menos de 50 pontos, ou seja, não chegou nem à metade do caminho, em nove deles. 

Porém, há avanços. De acordo com os dados divulgados, a cidade somou mais de 80 pontos em três objetivos (ODS 7, ODS 9 e ODS 13) que, diante da pontuação, são considerados alcançados.

Maiores desafios do Recife
 
A capital pernambucana tem boas pontuações em alguns objetivos, e desempenho fraco em muitos outros, o que significa um grande desafio pela frente. Os objetivos em que o Recife mais deixa a desejar são ligados à erradicação da fome, igualdade de gênero, acesso à água potável, saneamento e segurança pública. 

No ODS 2 (Fome Zero e Agricultura Sustentável), por exemplo, a cidade atingiu apenas 36 pontos, com três indicadores no pior quartil da classificação. A situação é parecida no ODS 5 (Igualdade de Gênero), onde a cidade ocupa a 521ª posição entre 770 municípios avaliados.

Os altos índices de violência na capital pernambucana ficam evidentes e impactam no ODS 16 (Paz, justiça e instituições eficazes), com somente 32,3 pontos, ocupando a 591ª posição. O principal motivo é a alta taxa de homicídio juvenil (103 por 100 mil habitantes), mortes por agressão (40,6 por 100 mil habitantes) e homicídio geral (50,9 por 100 mil habitantes).

O objetivo de desenvolvimento em que Recife peca mais é o ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis), composto por três indicadores: população residente em aglomerados subnormais (22,7% dos recifenses); domicílios em favelas (19,5%); e percentual da população de baixa renda com tempo de deslocamento ao trabalho superior a uma hora (12,2%). A precariedade da moradia é, portanto, o maior desafio do Recife.
 
O IDSC-BR contou com o apoio do CITinova, um projeto multilateral financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), que atua na realização de iniciativas alinhadas aos ODS para a promoção de sustentabilidade nas cidades brasileiras por meio de tecnologias inovadoras e planejamento urbano integrado. 

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