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CPRH multa Prefeitura do Ipojuca por crime ambiental na praia de Porto de Galinhas

Publicado em: 19/02/2021 17:50 | Atualizado em: 19/02/2021 18:29

Segundo denúncia, município opera sistema precário, com caminhões limpa-fossa (Foto: CPRH/Divulgação)
Segundo denúncia, município opera sistema precário, com caminhões limpa-fossa (Foto: CPRH/Divulgação)


A praia de Porto de Galinhas, localizada no município de Ipojuca, no Litoral Sul pernambucano, foi alvo de crime ambiental. A Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) divulgou, nesta sexta-feira (19), que arbitrou uma multa pelo lançamento de esgoto sem tratamento na faixa de areia. A penalidade, no valor de R$ 20 mil, foi dirigida à Prefeitura da cidade. A sujeira e o mau odor tem gerado reclamações entre banhistas e comerciantes do local.

De acordo com o diretor de Controle de Fontes Poluidoras da CPRH, Eduardo Elvino, o esgoto bruto, proveniente da rede coletora operada pela gestão da cidade, extravasou para o sistema de drenagem de águas pluviais, vindo a escorrer pela areia e chegar ao mar. “Constitui-se em uma infração ambiental, com penalidade prevista na lei estadual 14.249, de 2010”, explicou.

A situação foi denunciada por turistas, moradores e demais frequentadores do polo turístico, considerado um dos mais visitados do Estado. Por meio das redes sociais, populares criticaram a água escura e o forte odor na área, em uma espécie de vala correndo da areia para o mar. A situação também afugentou parte dos clientes de bares e demais pontos de comércio do local.

De acordo com a equipe de fiscalização da CPRH, o município opera um sistema de esgotamento sanitário precário, com a utilização de poço de acumulação e retirada frequente do esgoto, por meio de caminhões do tipo limpa-fossa.

Ao Diario, a Prefeitura do Ipojuca informou que o problema seria de responsabilidade da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) e que tem cobrado providências para sanar o problema. Em relação à multa, o município informou que aguarda ser notificado para se pronunciar. A concessionária, por sua vez, alegou que não é responsável pelo esgoto no local, mas que conta com projetos para recuperação de antigas unidades de esgoto na área.

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