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Ciência

Universidades do Nordeste ganham navio dedicado ao estudo científico

Publicado em: 17/11/2020 18:38 | Atualizado em: 17/11/2020 18:42

 (Arnaldo Sete)
Arnaldo Sete
Laboratório flutuante, atracado no Cais do Ancoradouro do Porto do Recife, fornecerá dados oceanográficos e meteorológicos às instituições de ensino e pesquisa da região. O equipamento é fruto de uma parceria entre a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e o Porto do Recife. O convênio tem duração de cinco anos, podendo ser estendido por igual período.

Segundo o reitor da UFPE Alfredo Gomes, a embarcação representa um ganho na qualidade da formação de estudantes da graduação e de pós-graduação, de todas as universidades do Nordeste. “É um projeto que vai fazer a mudança paradigmática, do ponto de vista de ensino, de várias disciplinas que lidam com o mar. Então vamos ter condições de melhorar a qualidade do ensino, fazer com que os estudantes e professores tenham um equipamento para fazer pesquisa e para fazer ação concreta de formação. Então, estamos muito felizes pela recepção desse projeto que vai servir para todas as universidades da região”, afirma o reitor.

De acordo com o presidente do Porto do Recife Carlos Vilar, a parceria com a UFPE vai proporcionar o monitoramento ambiental e análises técnicas do mar. “O equipamento vai utilizar uma estrutura de ensino muito forte na parte de mar, uma coisa que era deficitária no ensino teórico, e um retorno para a área portuária. Esse barco pode medir a profundidade do cais, dá para termos noção das correntes marítimas aqui do porto. Serve na prática para estudos portuários, que tínhamos deficiência nesse sentido. Alguns portos mais modernos têm equipamentos que fazem esse monitoramento, mas aqui temos muitos poucos. Então vai ajudar bastante”, aponta o presidente.

O navio, apresentado a imprensa nesta terça-feira (17), chamado de Ciências do Mar IV, tem 32 metros de comprimentos, e atinge uma velocidade de mais de 32 nós, com capacidade para 26 lugares entre tripulantes e passageiros. Tem autonomia para dez dias de navegação e está equipado com instrumentos de navegação e científicos, além de laboratórios, sala de aula, dormitórios, cozinha, enfermaria e banheiros.

A embarcação, atracada no cais seis do Porto do Recife, também levará conhecimento dos mares para a população. É o que diz o professor do Departamento de Oceanografia da UFPE Alex Costa da Silva, que é responsável por coordenar a embarcação. “É importante destacar também que esse laboratório de ensino flutuante, quando ele não estiver navegando, ele vai estar no porto. E já existe um projeto, junto com o Porto do Recife, para abrirmos essa embarcação para a comunidade e para as escolas visitarem e aprenderem mais sobre ciências do mar”, informa o professor.

Sob a coordenação da UFPE, o laboratório flutuante atenderá outras instituições públicas do Nordeste brasileiro. De acordo com o reitor da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) Marcelo Brito Carneiro Leão, o barco é importante por sua capacidade de pesquisa. “O barco vai atender do Rio Grande do Norte até a Bahia, é coordenado pela Federal, mas com uso e gestão compartilhada por todas as universidades. Isso vai contribuir não somente a questão do ensino para os nossos alunos, mas também a ampliação das nossas pesquisas. Você tem um barco com a capacidade de ir mais distante, de passar mais tempo equipado para fazer investigações, pesquisas e aulas, de uma forma muito mais plena, então é um marco nas Ciências do Mar do Nordeste”.

O Laboratório Flutuante da UFPE, construído pelo estaleiro cearense Inacee, faz parte de um projeto fomentado pelo Ministério da Educação (MEC), para a capacitação de pesquisadores em alto-mar. Para o desenvolvimento do equipamento, estima-se um custo de 25 milhões de reais. Desde 2014, o MEC cria laboratórios flutuantes em outras regiões do país, já tendo três em operação, sendo no Sul, Sudeste e Norte do Brasil. O acordo da UFPE com o Porto do Recife será contemplado com palestras, pesquisas e monitoramento ambiental.  O convênio é que pelos próximos cinco anos, o ancoradouro seja a casa do Laboratório de Ensino Flutuante.

 

 
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