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'Operação atadura' desarticula quadrilha com esquema de fraudes previdenciárias

Publicado em: 04/11/2020 08:10 | Atualizado em: 04/11/2020 08:48

 (Foto: PF/ Dvulgação)
Foto: PF/ Dvulgação
Na última sexta-feira (30), a Polícia Federal, em ação conjunta com a Força Tarefa Previdenciária e Trabalhista de Pernambuco, deflagrou a Operação Aturada que desarticulou uma organização criminosa especializada em fraudes previdenciárias. O grupo atuava fraudando diferentes espécies de benefícios de três formas: recebimento de créditos pós-óbito, criação de beneficiários fictícios e atualizações de dados à revelia dos titulares. O cruzamento dos dados nos sistemas corporativos mostrou que a organização criminosa teve participação em pelo menos 227 benefícios suspeitos, os quais serão encaminhados para revisão do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). 

Na operação foi dado cumprimento a um mandado de busca e apreensão expedido pela 36ª Vara da Justiça Federal, num condomínio que fica situada na Rua dos Navegantes-Boa Viagem/PE. No local foram apreendidos 25 cartões bancários, três aparelhos celulares, além de uma picape Hilux. Todo esse material passará por uma perícia técnica com o objetivo de subsidiar as investigações que estão em andamento. Os crimes cometidos pela organização criminosa são inserir dados falsos em sistema de informação, estelionato, uso de documentos falso e  associação criminosa, cujas penas ultrapassam os 20 anos de reclusão.

Dentro desse esquema criminoso, os responsáveis pela fraude usavam documentação falsa e contavam com a ajuda de idosos “laranjas” para criar beneficiários fictícios de Amparo Social ao Idoso, fazer renovação de senha, comprovação de vida, transferências, empréstimos consignados e mudanças de datas de nascimento e de órgãos pagadores. A investigação identificou atividades frequentes de recebimento de créditos após o óbito dos beneficiários, além de situações de reiteradas atualizações de dados à revelia dos reais titulares dos benefícios, os quais passavam a ter seus pagamentos depositados em contas criadas pelo grupo.

A ação contínua de detecção dessas fraudes tem proporcionado uma economia de pelo menos R$ 6 milhões de reais em valores que seriam pagos futuramente a esses supostos beneficiários, caso o esquema não tivesse sido detectado. O nome da operação Atadura, faz alusão a algo que se estende por muito tempo e a alto custo, considerando que a organização atuava há mais de 18 anos e em pelo menos 10 estados brasileiros. A Força-Tarefa Previdenciária e Trabalhista é integrada pela Polícia Federal, Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia e Ministério Público Federal e atua em conjunto para o combate eficaz de crimes contra o sistema previdenciário.

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