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"Não é necessário criar pânico, mas devemos ficar atentos", afirma professor sobre reinfecções por Covid-19 em PE

Publicado em: 02/10/2020 16:44 | Atualizado em: 02/10/2020 19:07

 (Foto: AFP )
Foto: AFP
Pernambuco registrou dois casos de reinfecção pela Covid-19, na cidade do Recife. Um homem de 40 anos e uma mulher, de 44, ambos atuavam na linha de frente no combate à pandemia e foram tema do estudo coordenado pelo professor Carlos Britto, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

A pesquisa foi publicada na última quinta-feira (1) na revista International Medical Case Reports Journal. De acordo com o documento, O médico analisado no estudo apresentou febre e sintomas repiratórios em 10 de abril, recuperando-se dentro de cinco dias. Os sintomas retornaram 44 dias depois, juntamente com perda de olfato e paladar. Um exame RT-PCR foi realizado dois dias após o ressurgimento, confirmando a nova infecção.

"Foram dois casos e duas ondas de sintomas, com intervalos entre 25 e 44 semanas onde foram apresentados, inicialmente, perda de olfato e paladar. Fizemos o teste sorológico e RT-PCR e aí tivemos a confirmação", explicou.

Apesar das reinfecções serem divulgadas seis meses após as aparições dos primeiros casos no estado, o professor informou que já era esperado uma nova onda de contágio.

"Já havia a suspeita de reinfecções na área clínica. Essas características foram acompanhadas de forma laboratorial e estiveram presentes em vários países. Não é necessário criar pânico porque essa situação não será a mais frequente, mas devemos ficar atentos", comunicou o acadêmico.

No caso da médica, os sintomas apareceram pela primeira vez no dia 30 de abril, e melhorou em seis dias. Em 24 de maio ela teve febre e tosse, além da perda de olfato e paladar. O novo exame deu positivo, confirmando o novo contágio.

O estudo reforça que os dois pacientes testaram positivo duas vezes, separadas por períodos sem sintomas, e que outros casos de reinfecção têm sido reportados entre profissionais da linha de frente.

"Os anticorpos não previnem o contágio por si só. A maioria das pessoas ainda estão suscetíveis ao vírus. Do ponto de vista de saúde pública é importante que a gente acompanhe caso a caso, já que há possibilidade dos pacientes também se infectarem. É sempre bom reforçar para as pessoas continuarem respeitando as medidas de proteção, usando máscara, álcool em gel", enfatizou. 






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