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Abandono

Manifestação nesta sexta-feira pedirá justiça pelo menino Miguel

Publicado em: 08/10/2020 14:36

Morte do menino Miguel tem provocado protestos desde que a tragédia ocorreu em junho. Foto: Leandro de Santana/Esp. DP
Nesta sexta-feira (09), a partir das 10h, na Pracinha do Diario, no Centro do Recife, acontecerá mais uma mobilização pedindo justiça por Miguel. Respeitando protocolos de segurança da pandemia, o ato público em defesa da vida e pela promoção dos direitos de crianças e adolescentes negros e negras, homenageará crianças que, como Miguel, foram vítimas da violência e do racismo.

Miguel tinha 5 anos e morreu no dia 2 de junho, quando caiu do nono andar de um prédio em Recife, após ser deixado pela ex-patroa de sua mãe, Sarí Corte Real, sozinho no elevador do prédio. Desde então, a mãe de Miguel, Mirtes Renata Souza, tem se mobilizado das mais diversas formas para exigir que Sari Corte, já tornada ré por abandono de incapaz seguido de morte, seja condenada pelo crime.

O ato, que acontece no mês em que o Brasil celebra o Dia das Crianças, também denunciará inúmeros casos de violência contra crianças e adolescentes no país. A manifestação contará com participação da família de Miguel; de Roseane Francisca dos Santos, mãe de Samuel Francisco dos Santos, que foi morto por negligência médica; e Michelle Fasanaro - mãe de Lucas Fasanaro, jovem de 22 anos assassinado em 2017. Também estarão presentes organizações e coletivos do movimento negro e organizações de defesa dos direitos humanos, entre outras.

Desde a morte do menino Miguel, surgiram várias ações de solidariedade à família do menino, fortalecendo a luta por justiça. Em setembro desse ano, 3 meses depois do episódio, várias iniciativas reforçaram o clamor por justiça. A campanha Justiça por Miguel, protagonizada pela mãe do menino, Mirtes Renata Souza, lançou um vídeo de várias artistas e ativistas repetindo frases de Mirtes sobre a trágica morte do filho. A cantora Adriana Calcanhoto também se juntou a essa mobilização e lançou recentemente o single Dois de Junho, música que narra o que aconteceu na manhã de 2 de junho até a morte de Miguel.

O caso também ganhou repercussão internacional, e dentre outras ações, foi citado como exemplo de racismo sistêmico durante a pandemia, em relatório do Grupo de Trabalho (GT) da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Pessoas de Descendência Africana. O relatório concluído em agosto desse ano, foi debatido em uma reunião do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, na Suíça no último dia 30 de setembro. 
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