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Construção aumenta produção e aposta no trabalho de reeducandos

Publicado em: 01/10/2020 11:34 | Atualizado em: 01/10/2020 17:56

 (Fotos: Divulgação/SJDH.
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Fotos: Divulgação/SJDH.
Empresários da área de construção civil, que abrem as portas para a ressocialização de reeducandos, apostam no interesse e empenho destas pessoas, especialmente agora com o aumento das demandas em até 90%. O trabalho vem graças ao convênio da instituição com o Patronato Penitenciário, órgão de execução penal vinculado à Secretaria de Justiça e Direitos Humanos.

Na Portela Distribuidora, localizada no bairro de São José, no Recife, os reeducandos estão em quase toda parte. No setor operacional, expedição e estoque, na conferência de 35 mil itens de construção, entre materiais elétricos, como tomadas, fios e conexões; e hidráulicos. Lá também recebem capacitação  sobre a logística da empresa e curso de empilhadeira. “Temos 14 apenados e um mix muito grande de produtos, eles dão uma grande ajuda. Temos um, inclusive, que está conosco há cinco anos, e atualmente exerce uma função de extrema confiança. Estamos muito satisfeitos com o trabalho”, explica Jamilson Aureliano, supervisor de Logística.

Já a fábrica GI Granplast, em Abreu e Lima, emprega reeducandos não só do regime aberto, mas também do semiaberto, que é acompanhado pela Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres). São, ao todo, 37 pessoas que atuam no setor de produção, montagem e embalagem dos produtos, só este último setor são 31 mulheres em atividade. Elas produzem: caixa de descarga de plástico, assento sanitário, tubo de descarga, caixinha de luz, calhas e eletrodutos. “No período de abril até setembro, tivemos um aumento de 90% na demanda e eles têm contribuído de maneira satisfatória, demonstrando interesse e motivação para o trabalho”, comemora o supervisor de Produção, Carlos Alberto da Silva.      

A iniciativa de empregar os egressos é viabilizada pelo Patronato Penitenciário, órgão vinculado à SJDH. O Patronato também acompanha os egressos in loco, para verificar itens como as condições de trabalho e comportamento, por exemplo. Entre os órgãos parceiros estão as prefeituras do Recife, Olinda, Paulista, Caruaru e Petrolina, além de secretarias estaduais como Educação, Turismo e Cultura. As principais atividades são: auxiliar de serviços gerais, limpeza urbana, agente administrativo, manutenção e paisagismo. Os contratados recebem um salário mínimo (R$ 1.045,00), vale transporte e alimentação.

De acordo com o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico, com o convênio de empregabilidade, regulamentado pela Lei de Execução Penal, o empregador fica isento de encargos trabalhistas, como FGTS, 13º salário e férias. “Além de apoiar a ressocialização, o empregador é beneficiado com uma redução de aproximadamente 40% na despesa com o contratado. Podendo promover jornadas de trabalho de até 40 horas/semanais e utilizar a iniciativa como prática de responsabilidade social da empresa”, explica.
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