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Dia das Crianças

Brincar em família ajuda a reduzir tensão das limitações trazidas pela pandemia

Publicado em: 12/10/2020 09:22 | Atualizado em: 12/10/2020 09:33

Antes de achar um novo sentido para tantas mudanças repentinas na rotina, as famílias precisaram se adaptar aos novos formatos impostos pelo "novo normal". (Foto: Leandro de Santana/DP.)
Antes de achar um novo sentido para tantas mudanças repentinas na rotina, as famílias precisaram se adaptar aos novos formatos impostos pelo "novo normal". (Foto: Leandro de Santana/DP.)
A ludicidade ajuda não só as crianças, mas também os adultos. As brincadeiras no cotidiano ajudam a encarar a pandemia de forma mais leve. “Essa pandemia nos fez entender o valor da educação e da brincadeira.  A criança consegue colocar seus sentimentos, experimentar e aprender no ato de brincar, e isso proporciona o autoconhecimento. É a forma com que ela consegue se expressar. Então pode ser através de artesanato, pintura, contação de histórias. Percebo que durante o isolamento, as famílias viram a importância do brincar”, comenta a educadora e proprietária da Casa das Asas, Camila Domingues.

Antes de achar um novo sentido para tantas mudanças repentinas na rotina, as famílias precisaram se adaptar aos novos formatos. A dona de casa Silvania Sampaio, de 33 anos, encontrou, durante os primeiros meses de isolamento, força para sair de um quadro depressivo. “No início do ano eu estava no começo de uma depressão. Estava sem ânimo, com muita tristeza. E sei que para muita gente, essa situação de medo e ansiedade agravou ficando trancada em casa, mas o convívio diário com meus filhos foi o que me libertou”, conta.

Com uma rotina de visitas constantes aos médicos, já que a filha mais velha tem paralisia cerebral, o dia a dia da família se tornou menos denso com o convívio diário. Silvania e os filhos, Emerson Samuel, 4, e Shayanny Vitória, 12, passaram a fazer todas as refeições juntos e diariamente usam o quintal da casa onde moram, no município de Araçoiaba, na Zona da Mata do estado, para passar as tardes brincando ao ar livre.

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“A gente brinca de pular corda, faz jogo da memória, inventa brinquedos com garrafas pet, até slime eu aprendi a fazer”, comenta sorrindo. Aos poucos, a rotina foi estabelecendo um novo padrão. Depois que o marido voltou a trabalhar de forma presencial, ela percebeu os filhos mais apegados a ela.

“Nós tínhamos uma vida muito corrida. Precisava ir ao médico muitas vezes na semana, para as terapias no AACD, e agora a gente conversa mais. Eu digo que a pandemia ainda não acabou. Por enquanto, estamos nos virando, saindo aos poucos, mas com limites”, conta.

De acordo com a psicóloga clínica e educadora parental, Juliana Alves, atitudes simples podem deixar o dia a dia das crianças mais prazeroso.

“Algumas coisas ajudam, como manter uma rotina. Estamos em uma fase em que há oportunidade de sair para alguns lugares abertos usando máscara. E outras atividades podemos fazer em casa, usando a dramatização com teatrinho, jogos de ordem e simetria, que usam os sentidos, escrita, quebra-cabeça, música...”

 (Foto: Divulgação/Casa das Asas.)
Foto: Divulgação/Casa das Asas.

Brincar com máscara e distanciamento

Com a diminuição dos casos, e o avanço gradativo da reabertura de espaços de lazer, o conselho é manter a proteção, com máscara e uso do álcool em gel para fazer passeios em locais abertos e sem aglomeração. “Estamos estimulando o retorno gradativo para frequentar parques, fazer caminhadas, andar de bicicleta, e a praia porque, inclusive, ativa a vitamina D, que é um componente essencial para a imunidade. Orientamos que se evite locais fechados e priorize idas a parque. Levando álcool em gel, fazendo a limpeza das mãos e objetos que levar, seguir o distanciamento e usar máscara”, alerta a pediatra Alexandra Costa.

No entanto, as crianças que convivem com pessoas que fazem parte do grupo de risco, como gestantes e idosos, devem evitar maior exposição. “Apesar de haver redução, ainda há circulação viral e as crianças precisam manter distância de quem faz parte do grupo de risco. Ainda não é momento de estar com contanto muito próximo com os avós. Se a criança fizer parte do grupo de risco, uma opção é colocar danças em vídeo para interagir e se movimentar. A atividade física envolve todo o desenvolvimento da criança, tanto motor, como equilíbrio”, diz.

O cuidado deve ser mantido quando a brincadeira for em grupo ou no contato entre crianças nos parques e praças. A recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria é de usar máscara a partir dos 2 anos. Bebês e menores de 2 anos não devem usar o acessório por risco de sufocamento. “Orientamos a brincar com máscara. Também é preciso se informar como está a saúde geral da criança, se tem contato com pessoas do grupo de risco ou caso suspeito, ter ciência de como estão os contactantes dessa criança. Não estimulamos a questão de marcar encontros em grupo, por exemplo”.
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