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Covid-19

Secretário critica aglomerações do feriadão e não descarta possíveis retrocessos em Plano de Convivência

Publicado em: 08/09/2020 18:32 | Atualizado em: 08/09/2020 18:40

Muita gente foi até a Praia de Boa Viagem no feriadão de 7 de Setembro. (Foto: Tarciso Augusto/Esp. DP.)
Muita gente foi até a Praia de Boa Viagem no feriadão de 7 de Setembro. (Foto: Tarciso Augusto/Esp. DP.)

O secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo, criticou fortemente as aglomerações registradas nas praias e parques do estado ao longo do feriadão de 7 de Setembro. “São atitudes egoístas, equivocadas e que nos causam grande preocupação e indignação por colocar em risco tudo o que conquistamos”, classificou ele durante coletiva de imprensa virtual realizada na tarde desta terça-feira (8). Caso haja um acréscimo na quantidade de mortes e casos graves da Covid-19, o gestor não descarta um novo fechamento de locais públicos.

“Obviamente, se houver uma piora nos números de casos graves e mortes, é natural que as primeiras atitudes a serem tomadas sejam no sentido de restringir as atividades de lazer. E a gente não quer fazer isso”, ponderou André. Os dados epidemiológicos desta e das próximas semanas darão uma dimensão do impacto causado pelas aglomerações. “E serão essenciais para decisões que termos que tomar sobre a abertura de serviços no estado. Todo mundo gostaria de voltar a uma vida normal, mas não existe vida normal quando se convive com um vírus que mata”, acrescentou.

O secretário também advertiu que não basta o poder público fazer sua parte. “Não é correto, nesse processo, colocar toda a responsabilidade nas prefeituras. A gente precisa reconhecer que o comportamento da população é decisivo para isso. Ninguém é onipresente e nem vai ter um fiscal para cada banhista. É preciso dosar esse sentimento hedonista, de busca do prazer, com o sentimento de responsabilidade social”, apontou.

O secretário de Saúde do Recife, Jaílson Correia, também esteve presente na coletiva virtual e, igualmente, lamentou as aglomerações testemunhadas. “A capital colocou cerca de 120 profissionais em cada dia do feriadão em ações de fiscalização e convencimento das pessoas, com a distribuição de 7 mil máscaras. Mas uma parte expressiva não quis aderir. Isso é muito preocupante”, avaliou. Nas últimas 24 horas, a capital não registrou nenhuma morte em decorrência do novo coronavírus. “Mas um dado positivo não significa dizer que a pandemia acabou”, ponderou.

Vacinação em baixa
André Longo, secretário estadual de Saúde, aproveitou a ocasião para alertar a sociedade para os baixos números de vacinação em crianças com até um ano de vida. Pela primeira vez, em 20 anos, o Brasil não atingiu a meta de imunização em nenhum dos tipos de vacinas recomendadas para essa faixa etária. “Em Pernambuco, neste 2020, a melhor cobertura vacinal até o momento é a da primeira dose da Tríplice Viral, que ainda assim atingiu só 60% do público alvo”, revelou.

No ano de 2019, em Pernambuco, a meta de vacinação em crianças de até um ano só foi alcançada nas aplicações da Tríplice Viral e da BCG. “Estamos preocupados com isso. Porque com o novo coronavírus, a situação tende a se agravar. Todos precisam ter em mente que a vacinação é uma das mais importantes aliadas da saúde”, pontuou.
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