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Rildo Pragana, pioneiro da informática, morre vítima da Covid-19

Publicado em: 29/09/2020 12:02

 (Foto: Reprodução)
Foto: Reprodução
A pandemia do novo coronavírus interrompeu a trajetória de um dos precursores da informática em Pernambuco. Ex-servidor técnico-administrativo do Departamento de Física da UFPE e profissional de destaque na iniciativa privada, Rildo Pragana morreu de complicações provocadas pela doença, aos 69 anos. Ele foi pioneiro no desenvolvimento do primeiro computador produzido no estado, o Corisco, e um dos projetistas, em 1987, do HD em RAM que acelerou em dez vezes o acesso a arquivos dos computadores do Copom da Polícia Militar de Pernambuco. Na UFPE, atuou de setembro de 1978 a fevereiro de 1985, quando passou a se dedicar à iniciativa privada. Ontem, a universidade lamentou o falecimento, ocorrido na sexta-feira

“O projeto (do HD) poderia ter ficado pronto em dois meses, mas Rildo não era focado em dinheiro e sim em conhecimento. O foco em aprender era tão grande que, ao estudar e saber tudo que precisava para um novo projeto, perdia o interesse na execução”, registrou o professor Sérgio Cavalcante, do Centro de Informática (CIn), nas suas redes sociais.

Outro amigo e também professor da UFPE, Gauss Cordeiro destaca que Pragana foi um dos precursores da computação científica no estado, e desenvolveu várias linguagens de programação, tais como a Filia e, na sua carreira profissional, percorreu ainda diferentes áreas: da aeroespacial, quando cursava Engenharia Aeronáutica no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São Paulo; até a eletrônica passando pela física, biofísica e computação.

 “Em 1975 e 1976, fizemos o mestrado na UFRJ: ele, em biofísica, e eu, em engenharia de produção. A sua versatilidade era tão evidente que ele desenvolveu desde equipamentos para televisão até placares eletrônicos para estádios de futebol. Além disso, a eletrônica e informática fizeram com que ele se tornasse uma das pessoas mais importantes na comunidade Linux. Eu conhecia Pragana há exatos 62 anos, mais especificamente desde o primário no Grupo Escolar Manuel Borba. Pessoas como Rildo deveriam viver, pelo menos, 200 anos. Não sei a razão pela qual Deus o levou tão cedo para junto dele. Quiçá o mundo esteja medíocre para gênios como ele”, registrou.

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