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Grupo cria vaquinha virtual para ajudar na restauração do Cruzeiro do Alto da Sé, em Olinda

Publicado em: 01/09/2020 17:30 | Atualizado em: 01/09/2020 22:53

Cruzeiro do Alto da Sé foi depredado na madrugada do sábado, 8 de agosto. (Foto: Leandro de Santana/Esp. DP.)
Cruzeiro do Alto da Sé foi depredado na madrugada do sábado, 8 de agosto. (Foto: Leandro de Santana/Esp. DP.)

Ex-alunos da Academia Santa Gertrudes se uniram e criaram uma vaquinha virtual para ajudar a arrecadar dinheiro para a restauração do Cruzeiro do Alto da Sé, monumento do Século 18 vandalizado e quebrado na manhã do dia 8 de agosto. O custo da recuperação é estimado em R$ 30 mil e, até o final da tarde desta terça-feira (1), já tinham sido arrecadados R$ 6.861. A Prefeitura de Olinda elogia a iniciativa e avalia que o serviço deve ter a duração de até 90 dias. Para participar, o interessado deve acessar o link apoia.se/cruzeirodase.

O empresário Eduardo Meireles é um dos organizadores do crowdfunding. Segundo ele, outros quatro colegas da época em que estudavam na escola, localizada no Alto da Sé, ficaram sensibilizados com a destruição do cruzeiro, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). “Conversamos muito e resolvemos fazer essa vaquinha virtual, tomar essa frente, para ajudar na recuperação disso o mais rápido possível”, conta.

“Qualquer valor é bem vindo. Esperamos que todos se engajem, divulguem nas redes sociais, para que isso tenha uma abrangência ainda maior e que, daqui para o fim do ano, esteja pronto o restauro desse monumento. O secretário de Patrimônio de Olinda (João Luiz) nos apoiou, inclusive”, acrescenta Eduardo.

A reportagem entrou em contato, também, com o secretário João Luiz. “Fiquei muito comovido quando recebi essa comitiva de ex-alunos do Santa Gertrudes. É a demonstração de que a sociedade está mobilizada para apresentar soluções para o poder público, pois o que normalmente ocorre é do povo mais reclamar do que participar das causas”, elogia. 

O dinheiro irá ajudar a acelerar o processo de recuperação do cruzeiro. “Do ponto de vista econômico e financeiro é facílimo, pois não é um valor tão grande. O problema é que a gente precisa fazer um estudo químico, geológico, completo sobre o material de que foi feito o cruzeiro, porque era um material de mais de 300 anos. Há poucos profissionais capacitados para isso em Pernambuco. Mas, por sorte, temos eles no quadro da Secretaria Executiva de Patrimônio de Olinda e não vai custar muito ao município”, acrescenta.

Relembre o caso
O Cruzeiro do Alto da Sé, em Olinda, foi depredado na madrugada do dia 8 de agosto. Na ocasião, segundo a prefeitura, um homem subiu em cima do monumento, construído em calcário, que não aguentou o peso e cedeu. Um pedaço da cruz histórica caiu no homem, tendo esmagado dois de seus dedos do pé e quebrado-lhe a perna. 

Até esta terça, ele continuava internado no Hospital Miguel Arraes, em Paulista, em decorrência dos ferimentos. O caso está sendo tocado pela Polícia Federal (PF), por se tratar de um bem tombado pelo Iphan. A autoridade policial aguarda a recuperação do homem para colher seu depoimento.
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