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Mototaxistas mantêm atividade irregular no Recife sem seguir normas sanitárias
Publicado: 18/08/2020 às 11:19
(Foto: Leandro de Santana/DP.)

O transporte de passageiros por mototaxistas foi retomado desde segunda-feira (17), após autorização do Gabinete Estadual de Enfrentamento à Covid-19. A categoria precisa atender a novos protocolos para evitar a disseminação do novo coronavírus. No entanto, a regulamentação da atividade continua a cargo das prefeituras, que devem garantir o cumprimento das normas sanitárias e fiscalizar.
De acordo com os protocolos divulgados pelo governo do estado, os mototáxis deverão fornecer toucas descartáveis aos passageiros e álcool em gel a 70% para higienização das mãos antes de manipular equipamentos de proteção. Os mototaxistas devem fazer a limpeza com álcool dos punhos (manopla), capacetes, alças de apoio, garupa e assentos da moto na presença de cada novo passageiro.
Também é obrigatória a utilização de máscaras para condutores e passageiros durante o trajeto. A viseira do capacete deve permanecer fechada durante a viagem. Além disso, o condutor deve manter um distanciamento entre mototaxistas de 1,5m nos pontos ou onde as motos pararem.
De acordo com o Sindicato de Mototaxistas de Pernambuco, o número de trabalhadores deste nicho ultrapassa 3 mil apenas no Recife. Apesar do número expressivo, a atividade não é regulamentada na capital. E mesmo antes de o governo do estado liberar a circulação de mototaxistas, o transporte continuava ocorrendo.
No largo de Casa Amarela, na Zona Norte do Recife, ao lado do mercado público, mais de 15 motos ficam estacionadas no cruzamento da rua Santa Izabel com a Padre Lemos. À espera de passageiros, os mototaxistas não mantém o distanciamento social e ficam aglomerados nas calçadas. Muitos ainda dispensam o uso de máscara.

E durante a pandemia o número de mototaxistas dividindo o ponto tem crescido. Josimar Farias, 36, está desempregado e a solução que encontrou foi fazer frete e viagens de passageiros com a moto. "Quem é mais antigo, já tem cliente certo. Quem vai chegando agora, como eu, precisa correr atrás de espaço e clientes", diz.
Há mais de 15 anos fazendo serviço de mototáxi, Jamerson André, de 40 anos, afirma que mesmo antes de o governo liberar, já estava trabalhando. "Nós paramos por um tempo, logo no começo, mas depois o jeito foi voltar para a rua e procurar viagem. A nossa profissão é muito desvalorizada, mas a população usa muito porque precisa. Principalmente quem vive nos morros, onde os ônibus não chegam", comenta.
Diante da necessidade, Jamerson é um dos poucos que mantêm a máscara cobrindo a boca e o nariz e oferece álcool em gel a 70% aos passageiros. "A gente usa máscara para se proteger, mas se chega um passageiro sem usar, não vou negar a corrida. Ofereço álcool, limpo o capacete depois do uso e vamos fazendo o que dá para não adoecer", diz.
Resposta
Sobre a atividade irregular, a Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) informou que as equipes de agentes de trânsito realizam o trabalho de orientação dos condutores sobre o uso obrigatório do capacete e outros itens para a condução segura das motocicletas. "A CTTU destaca que, além dos 6.101 táxis cadastrados, Recife conta com os transportes remunerados individuais de passageiros, cujo processo de regulamentação terminou neste ano", comentou o órgão a respeito da demanda por transportes alternativos na cidade.
Ao todo, o Recife conta com 174 veículos do Serviço de Transporte Complementar de Passageiros (STCP), distribuídos em 24 linhas, das quais 18 são gratuitas. Esse serviço foi criado justamente para suprir a demanda de deslocamento de passageiros entre os bairros e em áreas de difícil acesso, que não são contempladas pelo Sistema de Transporte Público de Passageiros da Região Metropolitana (STPP).
Diante da necessidade, Jamerson é um dos poucos que mantêm a máscara cobrindo a boca e o nariz e oferece álcool em gel a 70% aos passageiros. "A gente usa máscara para se proteger, mas se chega um passageiro sem usar, não vou negar a corrida. Ofereço álcool, limpo o capacete depois do uso e vamos fazendo o que dá para não adoecer", diz.
Resposta
Sobre a atividade irregular, a Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) informou que as equipes de agentes de trânsito realizam o trabalho de orientação dos condutores sobre o uso obrigatório do capacete e outros itens para a condução segura das motocicletas. "A CTTU destaca que, além dos 6.101 táxis cadastrados, Recife conta com os transportes remunerados individuais de passageiros, cujo processo de regulamentação terminou neste ano", comentou o órgão a respeito da demanda por transportes alternativos na cidade.
Ao todo, o Recife conta com 174 veículos do Serviço de Transporte Complementar de Passageiros (STCP), distribuídos em 24 linhas, das quais 18 são gratuitas. Esse serviço foi criado justamente para suprir a demanda de deslocamento de passageiros entre os bairros e em áreas de difícil acesso, que não são contempladas pelo Sistema de Transporte Público de Passageiros da Região Metropolitana (STPP).
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