Pernambuco.com
Pernambuco.com
Notícia de Turismo

Conhecendo as montanhas Tatras

No Leste Europeu, na fronteira da Polônia com a Eslováquia, um passeio inesquecível por uma área florestal dentro das cordilheiras do Alto Tatra

Publicado em: 18/07/2020 09:14 | Atualizado em: 18/07/2020 09:27

Da entrada do parque até o lago, o viajante enfrenta uma caminhada de 8,5 km. Uma das atrações mais visitadas da trilha são as quedas de água com até 10 metros de altura (Fotos: Fábio Jardelino/cortesia)
Da entrada do parque até o lago, o viajante enfrenta uma caminhada de 8,5 km. Uma das atrações mais visitadas da trilha são as quedas de água com até 10 metros de altura (Fotos: Fábio Jardelino/cortesia)


Uma pequena estrada asfaltada, margeada por altos pinheiros verdes e picos rochosos com resquícios de neve em seus cumes. Esse é o cenário que o viajante irá encontrar ao visitar o Lago Morskie Oko, uma das mais belas paisagens naturais da Polônia. Por sua beleza estonteante, o lago é uma das principais atrações turísticas do Parque Nacional Tatra, uma área florestal protegida dentro das cordilheiras do Alto Tatra, na fronteira entre Polônia e Eslováquia, ambos os países localizados no leste europeu.

Morskie Oko, se traduzido ao português, se chamaria o “Olho do Mar”. O nome remete a uma antiga lenda da região, que dizia que afirmava uma suposta conexão entre o lago e o Mar Báltico, no norte do País. O que é fato, porém, é que ele é um dos lagos mais profundo em toda a cordilheira Tatra, chegando a 50 metros de profundidade. Uma curiosidade do Morskie Oko é que ele é o único em toda a cordilheira a ter peixes - mesmo no período do inverno, quando toda a superfície do lago congela e as pessoas podem caminhar por sua extensão, as trutas conseguem sobreviver.

Outro atrativo turístico do lago é a cabana de apoio, construída originalmente no ano de 1836. Desde sua construção, ela já foi destruída por incêndios e reconstruída diversas vezes. Hoje em dia, o local oferece serviços de hotelaria, além de restaurante e bar.

A caminhada

Desde a entrada do parque até o lago, o viajante enfrentará uma caminhada de 8,5 quilômetros de distância, que conta com uma elevação total de 486 metros. Durante a trilha, também há a opção de desviar da rota principal e pegar pequenos atalhos que cortam a floresta, completando assim a sensação de inserção na natureza.

Uma das atrações mais fotografadas da trilha são as quedas d’água Wodogrzmoty Mickiewicza. Com cerca de 10 metros de altura, as três cascatas estão localizadas na primeira metade da caminhada, porém pelo seu difícil acesso, são restritas aos turistas que devem se contentar apenas com a vista.

Também são encontradas por quase todo o percurso, casas de apoio ao viajante, completando o cenário lúdico do trajeto. Construídas em pedra e madeira, numa arquitetura que remete às pequenas vilas das montanhas polonesas, essas casas podem servir de abrigo em caso de emergência como tempestades ou nevascas.

Por todo o percurso há pontos de apoio para os viajantes, completando o cenário lúdico do lugar. Durante a trilha há opção de cortar pequenos atalhos pela floresta para se inserir na natureza (Fotos: Fábio Jardelino/cortesia)
Por todo o percurso há pontos de apoio para os viajantes, completando o cenário lúdico do lugar. Durante a trilha há opção de cortar pequenos atalhos pela floresta para se inserir na natureza (Fotos: Fábio Jardelino/cortesia)

Apesar de a caminhada ser de nível moderado, com certeza a experiência vale o esforço. Porém, para os mais receosos, existe uma segunda opção para se chegar ao lago: a Fasiag; uma espécie de carruagem coberta e puxada por dois cavalos. Elas ficam paradas logo na entrada do parque e são guiadas pelos Górale (em tradução livre, Montanheses), um grupo étnico polonês, composto por pessoas que vivem nas montanhas. Essa segunda opção normalmente é indicada para idosos ou crianças e tem capacidade máxima para 12 pessoas.

Acompanhando a estrada por quase toda a sua extensão, o viajante poderá desfrutar da bela vista do rio Bia%u0142ka, que atravessa o sul da Polônia. Com cerca de 40 km de extensão, o rio é o responsável por definir o limite da fronteira com a Eslováquia. Caso o trilheiro sinta sede, é permitido que se beba a água de seus afluentes que cortam o caminho.

Durante o percurso também é normal você se deparar com animais silvestres, como servos, esquilos e coelhos – porém indica-se evitar o contato. Também há no local algumas placas avisando do perigo caso o viajante aviste um urso. Essa, porém, é uma possibilidade remota, pois eles preferem ficar distantes das trilhas e dos turistas.

Coronavírus
Durante a pandemia do coronavírus as montanhas Tatras ficaram fechadas com o objetivo de limitar a propagação da doença. Para reforçar esse controle, a polícia polonesa passou a monitorar motoristas que circulam nos limites do parque nacional e só permitem que moradores façam o caminho. Além disso, os guardas passaram a fazer patrulhas com a intenção de reprimir visitantes que violem as normas e podem ser multados em até 500 PLN (R$ 650).
Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.
Rhaldney Santos entrevista João Campos (PSB)
Rhaldney Santos entrevista o engenheiro Celso Cunha
Rhaldney Santos entrevista Victor Assis (PCO)
Enem para todos com professor Fernandinho Beltrão #177 - Peixeis ósseos e cartilaginosos
Galeria de Fotos
Grupo Diario de Pernambuco