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Artroscopia: melhor opção para as lesões no joelho

Publicado: 09/02/2022 às 09:19

/Ação pouco invasiva é indicada quando o tratamento fisioterápico não resolve. Foto: Rafael Vieira/DP Foto

(Ação pouco invasiva é indicada quando o tratamento fisioterápico não resolve. Foto: Rafael Vieira/DP Foto)

Dores na região da frente e lateral do joelho, na articulação, inchaço, rigidez, bloqueio articular e incapacidade de locomoção podem ser causados por lesões nos membros inferiores de nosso corpo. Essas lesões podem atingir pessoas de qualquer idade, porém, pacientes com predisposição genética ou que praticam atividades físicas com frequência têm mais chances de desenvolvê-las.

De acordo com um estudo do Instituto do Joelho HCor, o futebol é a atividade responsável por 55% das lesões de ligamentos do joelho no País. As dores também podem ser causadas por movimentos inadequados, quedas, doenças preexistentes, como a obesidade, doenças degenerativas, como a artrose, além de doenças autoimunes, como lúpus e artrite reumatoide. É necessário que o paciente procure um médico ortopopedista.

Após o diagnóstico feito pelo especialista, com exames clínicos e físicos, o tratamento conservador, com o uso de medicamentos e fisioterapia, é o mais recomendado. Se os pacientes reagirem bem, o procedimento cirúrgico pode ser evitado. Para os que não apresentarem uma melhora, no entanto, a artroscopia é indicada. Há casos mais graves. Em lesões como a do ligamento cruzado anterior, a intervenção cirúrgica é recomenda logo após o diagnóstico, por exemplo, já que o problema pode causar outras doenças que impossibilitem a locomoção do paciente, como a artrose.

A artroscopia é realizada através de um tubo fino, com uma câmera de vídeo na ponta, inserido no joelho do paciente para observar as estruturas no interior da articulação, sem precisar fazer um corte grande na pele. “As cirurgias são feitas com o objetivo, na maioria das vezes, de tratar lesões causadas por traumas, como lesões de meniscos, do ligamento cruzado anterior e da cartilagem articular. Ela também pode ser usada em lesões não traumáticas, em situações esporádicas, como dano cartilaginoso”, explicou o cirurgião ortopédico Luiz Marco Braga, do Hospital Jayme da Fonte.

A intervenção dura cerca de uma hora, e o tempo de recuperação no pós-operatório é mais rápido do que o de uma cirurgia tradicional de joelho. O tempo, porém, pode variar de pessoa para pessoa, de acordo com a velocidade de cicatrização e do problema tratado. O paciente recebe alta no mesmo dia e pode voltar às atividades mais leves após alguns dias de repouso. As mais intensas e exercícios físicos, por sua vez, podem ser retomadas entre três e seis semanas.

“Após o procedimento, continua sendo necessário o acompanhamento do paciente com o seu médico ortopedista, além de fisioterapia, hidroterapia e reforço muscular. A recuperação varia em relação à lesão, mas não há dúvidas de que a abordagem artroscópica vai diminuir o tempo necessário de reabilitação em comparação á cirurgia aberta”, afirmou Braga.

Para uma identificação correta e melhor forma de tratamento do problema, é necessário que o paciente procure centros médicos que são referência nesse tipo de atendimento, como o Hospital Jayme da Fonte. A instituição oferece estrutura moderna para a realização do tratamento de lesões, com um centro de diagnóstico sofisticado, UTI totalmente equipada, médicos plantonistas e  uma baixa taxa de infecção hospitalar. O Sistema Único de Saúde (SUS) também oferece o tratamento.
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