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CRISE

União Brasil vota expulsão de Luciano Bivar nesta quarta-feira (20)

Rival Antônio Rueda assume presidência interinamente caso expulsão se concretize

Publicado em: 20/03/2024 11:33 | Atualizado em: 20/03/2024 12:04

Luciano Bivar (União Brasil) é acusado de ameaçar de morte Antônio Rueda, que teve propriedades queimadas na última semana (Marina Ramos / Câmara dos Deputados)
Luciano Bivar (União Brasil) é acusado de ameaçar de morte Antônio Rueda, que teve propriedades queimadas na última semana (Marina Ramos / Câmara dos Deputados)
A Executiva Nacional do União Brasil deve votar, às 15h desta quarta-feira (20), o afastamento da função e desfiliação do deputado federal e presidente do partido Luciano Bivar, acusado de ameaçar de morte o correligionário Antônio Rueda, eleito novo dirigente da sigla.

A relatora da representação é a senadora Professora Dorinha, que se manifestou pela expulsão de Bivar além da deposição da presidência. São necessários 11 dos 17 votos para aprovar a punição. Caso tenha sua filiação cancelada, o deputado também perde o cargo de primeiro secretário da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados.

No caso de expulsão de Bivar, quem assume a presidência interinamente é o vice Antônio Rueda, que já tomaria posse como titular no dia 1º de junho após vitória das eleições partidárias em fevereiro.

Defesa de Bivar

Em peça apresentada no sábado (16) em resposta à abertura do processo interno na última quarta-feira (13), a defesa do deputado federal negou que ele tenha feito supostas ameaças contra Rueda e seus familiares, e diz que ambos teriam, até momento da richa, uma relação de "pai e filho".

"[Bivar] não só iniciou o senhor Antônio Rueda na vida profissional, inclusive, lhe constituindo como advogado de suas empresas e abrindo diversas oportunidades profissionais, como lhe introduziu no mundo da política, razão pela qual, até então, possivelmente por questão moral de gratidão, sempre houve respeito e lealdade do senhor Antônio Rueda em relação ao representado”, diz a peça, obtida pela CNN.

“O que se deu foi que o representado expressou para o senhor Antônio Rueda que ele estava ‘morto’ no contexto da relação pessoal de amizade e profissional", prosseguiu.

Ainda, a defesa encabeçada pelo advogado Mario Sergio Menezes Galvão Filho afirma que seus adversários estariam tentando assumir a legenda por "meios ilegítimos".

“É importante perceber, de logo, que em relação às anunciadas ameaças, ofensas e ataques que, supostamente, conferem amparo às pretensões contidas na representação, na verdade, são situações descontextualizadas e conjecturas subjetivas tendenciosas e incomprovadas, que, expressamente, são declaradas como pendentes de “elucidação na esfera criminal”, portanto, jurídica e legalmente, não há como imputar ao representado qualquer sanção quando, sequer, está comprovado ou caracterizado a tipicidade e materialidade da insinuada conduta ilícita”, escreve.

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