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União Brasil abre processo para afastar Luciano Bivar

Executiva Nacional da legenda acata denúncia contra o presidente, que tem 72 horas para apresentar a defesa

Publicado em: 14/03/2024 07:49 | Atualizado em: 14/03/2024 07:53

Pesam contra Luciano Bivar acusações de ameaça ao presidente eleito e envolvimento em incêndio (Crédito: Marina Ramos / Câmara dos Deputados)
Pesam contra Luciano Bivar acusações de ameaça ao presidente eleito e envolvimento em incêndio (Crédito: Marina Ramos / Câmara dos Deputados)

A Executiva Nacional do União Brasil iniciou, nesta quarta-feira, um processo para expulsar o presidente do partido, Luciano Bivar (União-PE). O deputado tem 72 horas para apresentar uma defesa e, após o encerramento do prazo, a diretoria decidirá se aplicará a punição. Para bater o martelo sobre expulsão, a sigla tem até 60 dias para deliberar.

 

Bivar foi alvo de denúncia protocolada por parlamentares e governadores da sigla, após a crise entre ele e o presidente eleito, Antonio Rueda. Pesam contra o deputado acusações de ameaça ao colega e de envolvimento no incêndio que atingiu duas casas de praia da família do sucessor, no litoral sul de Pernambuco — o parlamentar nega responsabilidade sobre o caso.

 

"Luciano Bivar fez ameaças contra a minha pessoa e a minha família. Ele me ameaçou de morte. O Luciano está, de uma forma desenfreada, atacando a mim e a minha família. É mais uma das covardias que ele está fazendo", alegou Rueda. "Eu conheço o Luciano há 25 anos e eu nunca o vi tão desequilibrado como está agora", completou.

 

A reunião desta quarta-feira foi conduzida por Rueda e, com 17 votos favoráveis e 15 abstenções, o processo teve início. "Setenta e duas horas é o prazo mínimo para ele se manifestar. Pode ser que tenhamos um lapso maior para fazer o primeiro exame dessa representação. A gente não pode fazer nenhum tipo de apreciação antes de, pelo menos, 72 horas, a partir do momento que for notificado", explicou ACM Neto, vice-presidente do União.

 

Depois que a defesa de Bivar apresentar os esclarecimentos, a Executiva do partido vai avaliar a manifestação e decidir se afasta temporariamente o deputado.

 

"É preciso ter calma, tudo no seu tempo. Estamos discutindo uma situação de caráter administrativo. A possibilidade ou não de enquadramento disciplinar do presidente do partido, não é qualquer filiado", destacou Neto. "Isso tudo vai ser considerado com muita responsabilidade e, depois, eventuais desdobramentos, de qualquer pena que seja aplicada pelo estatuto, terão que ser analisadas."

 

Caso Bivar seja afastado, Rueda assume interinamente a presidência do União até o fim do mandato do deputado, em 31 de maio. A partir de junho, começa a liderança de Rueda, eleito presidente da legenda na convenção realizada em 28 de fevereiro.

 

"Não vejo crise"

 

Em coletiva de imprensa após a reunião da diretoria, Rueda negou a existência de uma crise na cúpula do União. De acordo com o advogado, a sigla "está mais unida do que nunca".

 

"Hoje (esta quarta-feira), estiveram aqui (na reunião) quatro governadores, a integralidade dos deputados, todos os senadores. A representação foi subscrita por todos os governadores, senadores e deputados, então a crise não é no partido. A crise é o inconformismo de uma pessoa que não acata a democracia", argumentou.

 

Segundo o recém-eleito presidente da legenda, "todos estão de um lado, e ele (Bivar), está sozinho". "Eu nunca vi esse partido tão unido quanto está hoje. Eu não estou vendo crise, eu estou vendo o inconformismo de uma pessoa que, hoje, está desequilibrada", reiterou.

 

ACM Neto acrescentou: "Precisamos passar por isso agora para, em seguida, começarmos a construir o partido que foi sonhado no momento da sua fundação. Rueda conta com a confiança integral do partido e, infelizmente, o presidente Luciano Bivar está isolado. O Bivar está isolado, ele não tem apoio político nem respaldo jurídico do partido".

 

Um dos principais partidos do país, o União Brasil tem a terceira maior bancada da Câmara, com 59 deputados; conta com uma parcela bilionária do Fundo Partidário; e emplacou três ministros no governo: Juscelino Filho (Comunicações), Celso Sabino (Turismo) e Waldez Góes (Desenvolvimento Regional). 

 

As informações são do Correio Brasília. 

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