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8 DE JANEIRO

Golpe não ocorreu porque Bolsonaro foi um ''covardão'', diz Lula

O presidente comentou o caso nesta segunda-feira (18/3), em reunião ministerial. Para Lula, golpe não ocorreu pela falta de adesão dos comandantes das Forças Armadas e porque Bolsonaro não teve coragem para consumar plano

Publicado em: 18/03/2024 13:04 | Atualizado em: 18/03/2024 13:12

Lula: ''Não teve golpe porque algumas pessoas que estavam no comando das Forças Armadas não quiseram fazer, mas também porque o presidente era um covardão'' (Crédito: Reprodução/TV Brasil)
Lula: ''Não teve golpe porque algumas pessoas que estavam no comando das Forças Armadas não quiseram fazer, mas também porque o presidente era um covardão'' (Crédito: Reprodução/TV Brasil)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou nesta segunda-feira (18/3) que a tentativa de golpe de Estado só não ocorreu porque o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi "um covardão", e porque comandantes das Forças Armadas não aderiram. Para o petista, as evidências coletadas pela Polícia Federal (PF) comprovam que houve uma articulação para impedi-lo de assumir.

 

Lula comentou o tema durante reunião ministerial convocada no Palácio do Planalto, em meio a uma queda em sua popularidade. O encontro fez um balanço das ações do governo no primeiro ano de mandato.

 

"O governo anterior se preocupava em estimular o ódio entre as pessoas, espalhar mentira nesse país, e ele [Bolsonaro] continua fazendo o mesmo jeito. Hoje, nós temos mais clareza do significado do 8 de janeiro, porque a gente sabe o que aconteceu em dezembro [de 2022]", discursou o presidente.

 

Ele frisou que Bolsonaro convidou integrantes de seu governo para articular um golpe. "Hoje, nós temos certeza que esse país correu um sério risco de ter um golpe em função das eleições de 2022. E não teve golpe não só porque algumas pessoas que estavam no comando das Forças Armadas não quiseram fazer, mas também porque o presidente era um covardão", acrescentou Lula.

 

Comandantes depuseram à PF

 

A declaração ocorre após a quebra de sigilo dos depoimentos por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na última sexta-feira (15). Os documentos mostraram que os ex-comandantes do Exercício e da Aeronáutica, general Freire Gomes e brigadeiro Baptista Jr, respectivamente, foram abordados por Bolsonaro para tratar do golpe, mas se recusaram a embarcar na ideia.

 

Os depoimentos mostram, inclusive, que Freire Gomes teria ameaçado Bolsonaro de prisão caso o plano do golpe fosse levado a cabo. 

 

As informações são do Correio Braziliense

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