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Anitta cobra atitude de Lula sobre prisão de brasileiros na Turquia; entenda o caso

Casal líbio-brasileiro foi preso após o golpe das malas trocadas no aeroporto

Publicado em: 04/03/2024 20:32 | Atualizado em: 04/03/2024 20:40


Lula (PT) e Anitta  (fotos: Flickr/Palácio do Planalto e Reprodução/Redes sociais)
Lula (PT) e Anitta (fotos: Flickr/Palácio do Planalto e Reprodução/Redes sociais)

A cantora Anitta cobrou atitude do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a prisão do casal líbio-brasileiro Ahmed Hasan e Malak Hasan, na Turquia, por tráfico internacional de cocaína. A Polícia Federal do Brasil apontou que eles foram vítimas do golpe da mala no aeroporto de Guarulhos.

 

Eles tiveram as malas trocadas por bagagens com 43kg de cocaina no aeroporto em São Paulo. Eles nem são investigados no Brasil, mas o caso segue na Turquia, onde eles estão presos desde maio. 

 

Anitta publicou um vídeo nas redes sociais, no domingo (03), e pediu a ajuda de Lula – ou de qualquer ministro de Estado do presidente – para que intervenham junto ao presidente da Turquia, Tayyip Erdogan. “A última esperança deles é que o presidente saiba do caso, veja o caso, tente se comunicar com alguém do país para explicar que isso é máfia que ainda não foi pega no Brasil”, disse a cantora no vídeo. 

 

 

Entenda o caso

 

Hasan e a família embarcaram em São Paulo no dia 22 de outubro de 2022 para Istambul, na Turquia, depois foram para a Líbia. Mas em maio de 2023, quando Hasan retornou à Turquia, ele foi preso acusado de tráfico.

 

A mulher de Hasan saiu da Líbia para a Turquia para participar de uma audiência sobre o caso e também foi presa. Eles foram levados para um presídio federal, porque o Ministério Público local disse existir risco de fuga.

 

Em entrevista ao site CNN, a advogada Luna Provázio, que defende o casal, informou que tem buscado ajuda de pessoas famosas, como Anitta, para pedir apoio do governo federal no caso. 

 

A defesa do casal vai pedir a punição da companhia aérea Turkish Airlines, responsável por transportar as malas. “Transportaram com a etiqueta que os criminosos trocaram em nome da Malak, em um voo de SP para Istambul em que a Malak e o Ahmed sequer estavam a bordo. Eles viajaram no dia 22 de outubro de 2022 com as crianças de SP para Istambul. Mas a quadrilha só usou as etiquetas dela para enviar drogas para a Turquia num voo do dia 26 de outubro de 2022. Quatro dias depois do voo deles. E pelo Código Brasileiro Aeronáutico nenhuma empresa aérea pode transportar bagagem de passageiro que não esteja a bordo do avião. Se a Turkish Airlines tivesse sido diligente e tivesse cumprido a lei, as malas com cocaína sequer teriam saído do Brasil”, informou a advogada à CNN.

 

 

Confira as informações no Correio Braziliense

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