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ABIN PARALELA

Polícia Federal diz que 'Abin paralela' espionou até aliados do governo Bolsonaro

Ministro da Justiça durante o governo de Jair Bolsonaro e um dos principais aliados do ex-presidente, Anderson Torres foi um dos espionados

Publicado em: 03/02/2024 08:21 | Atualizado em: 03/02/2024 08:30

Investigação da Polícia Federal aponta que Anderson Torres foi um dos investigados por 'Abin paralela' de Jair Bolsonaro (PL) (Crédito: EVARISTO SA / AFP)
Investigação da Polícia Federal aponta que Anderson Torres foi um dos investigados por 'Abin paralela' de Jair Bolsonaro (PL) (Crédito: EVARISTO SA / AFP)

A lista de pessoas que foram espionadas ilegalmente pela 'Abin paralela' durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem aliados, ministros e até integrantes da CPMI da COVID-19. Elas foram rastreados pelo programa Firstmile, usado para apontar a localização das pessoas.

 

Os ex-ministros Abraham Weintraub, da Educação, e Anderson Torres, da Justiça, Flávia Arruda e o general Santos Cruz, secretários de governo, são alguns dos aliados monitorados, segundo apurado pela Band.

 

Os então deputados Kim Kataguiri (União Brasil-SP), que apoiou a eleição de Bolsonaro em 2018, Alexandre Frota, que rompeu com o então presidente pouco após ele ser empossado, e Rodrigo Maia (PSDB-RJ), na época presidente da Câmara dos Deputados, também estão na lista.

 

Os senadores Otto Alencar (PSD-BA), Rogério Carvalho (PT-SE), Omar Aziz (PSD-AM), Humberto Costa (PT-PE), Alessandro Vieira (MDB-SE), Renan Calheiros (MDB-AL), Simone Tebet (MDB-MS), Soraya Thronicke (MDB-MS) e Randolfe Rodrigues (sem partido-AP) também fazem parte da seleção.

 

O ex-apoiador de Bolsonaro e ex-governador de São Paulo João Doria e o ex-governador do Ceará Camilo Santana (PT-CE) são outros espionados.

 

O trabalho da Polícia Federal demora pois os dados coletados dão acesso aos números de telefone e não aos nomes. Ao todo, mais de 60 mil telefones foram acessados pelo programa.

 

A Polícia Federal vem fazendo uma série de operações sobre o tema. O deputado federal e ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem (PL-RJ) seria o responsável pelo monitoramento ilegal. O responsável, segundo apontam as investigações, é o vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (Republicanos).

 

Os dois suspeitos negam qualquer participação no esquema de espionagem ilegal

 

As informações são do Estado de Minas

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