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GOLPE DE ESTADO

Diplomata que participou de reunião golpista perde cargo na Secom

Presença do conselheiro Comarci Nunes no encontro foi revelada pelo Correio esta semana. Planalto informou que, ''diante das novas informações, ele não irá mais para a equipe''

Publicado em: 16/02/2024 11:34 | Atualizado em: 16/02/2024 11:44

O vídeo da reunião de 5 de julho de 2022 integra a investigação da PF na operação Tempus Veritatis (Crédito: Reprodução/Video)
O vídeo da reunião de 5 de julho de 2022 integra a investigação da PF na operação Tempus Veritatis (Crédito: Reprodução/Video)

O diplomata Comarci Nunes Filho, do Itamaraty, perdeu o cargo que ocuparia na Secretaria de Comunicação (Secom), do Palácio do Planalto, por ter participado da reunião de 5 de julho de 2022, comandada por Jair Bolsonaro, onde se discutiu o plano de um golpe de Estado no país, segundo a investigação da Polícia Federal. A presença de Comarci Nunes na reunião foi revelada pelo Correio, na última quarta-feira (14/2).

 

Oficialmente, o conselheiro ainda está lotado na área de imprensa do Ministério das Relações Exteriores, mas já vinha despachando também na Secom, e contribuiria no grupo de trabalho sobre o G20. O ofício com pedido de sua transferência, feita pelo Planalto, ainda não havia sido assinado pelo chanceler Mauro Vieira.

 

O diplomata estava sentado, na reunião de 2022, numa das laterais da sala do Planalto. Comarci era o primeiro-secretário da pasta e acompanhava o embaixador Fernando Simas Magalhães, então secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores, que representava, na reunião, o chanceler Carlos França, ausente do país naquele momento. Simas — que não usou a palavra no encontro — foi designado embaixador do Brasil em Haia pelo atual governo.

 

À reportagem, Comarci respondeu, na segunda-feira (12), sobre sua presença no encontro: "Na época da reunião, era primeiro-secretário. Acompanhei o embaixador Fernando Simas na reunião porque era assessor dele. Apenas isso".

 

A Secom informou que Comarci já vinha se adaptando ao novo trabalho e que a decisão de dispensá-lo foi "tomada diante das novas informações", em referência à revelação de que participou da reunião de Bolsonaro, de quase dois anos atrás.

 

Diz a nota da Secom: "Ele foi convidado a integrar a equipe que atua no G20, não da Secretaria de Produção e Divulgação de Conteúdo Audiovisual. E estava tomando par das atividades que iria exercer, e por isso chegou a participar de algumas reuniões. A decisão de interromper o processo de entrada na equipe foi tomada diante das novas informações".

 

As informações são do Correio Braziliense. 

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