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ELEIÇÕES 2024

Acenos políticos são aguardados em Suape durante cerimônia na Rnest

Presidente Lula visita a Refinaria Abreu e Lima, em meio à disputa pela vice na chapa de João Campos e aproximação com Raquel Lyra

Publicado em: 18/01/2024 05:00 | Atualizado em: 18/01/2024 07:03

Governadora Raquel Lyra e o presidente Lula durante cerimônia de lançamento do programa Farmácia Popular, em Brasília (Ricardo Stuckert/PR)
Governadora Raquel Lyra e o presidente Lula durante cerimônia de lançamento do programa Farmácia Popular, em Brasília (Ricardo Stuckert/PR)

Com a antecipação do anúncio da retomada de investimentos na Refinaria Abreu e Lima (Rnest) e o detalhamento do novo Termo de Compromisso para a construção da Escola de Sargentos, divulgados ontem em entrevista coletiva com representantes dos governos Federal e Estadual, a visita do presidente Lula (PT) hoje ao estado se resumirá a uma agenda política, visando as eleições municipais deste ano, que desenham a corrida eleitoral em 2026, quando o petista pretende concorrer à reeleição.

 

Em Pernambuco, a governadora Raquel Lyra (PSDB) - que não anda satisfeita com a sua legenda - tenta uma aproximação com a base aliada de Lula na intenção de viabilizar apoio político para 2026, de novos projetos estruturantes para o Estado, além da retomada de investimentos em obras que estão paradas. Por enquanto, o que se comenta nos bastidores é que a governadora vem refletindo sobre a possibilidade de migrar para o PDT ou PSD, partidos que compõe a base de Lula.

 

Ontem, durante a coletiva, o secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Guilherme Cavalcanti, acenou ao Governo Federal ao dizer que a gestão Raquel Lyra caminha em sintonia e sincronia com a agenda de Lula. O movimento não deixa dúvidas de que o campo para negociação política entre o petista e a tucana está livre e aberto. Enquanto isso, o PT vislumbra a vaga de vice na chapa do prefeito do Recife, João Campos (PSB).

 

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“Poder participar desse momento tem sido um privilégio para todos nós que fazemos o governo Raquel Lyra. Acho que a nossa fala é de sintonia e sincronia. Primeiro de sintonia, que é um diálogo permanente que a gente vem fazendo através da parceria do Porto de Suape com a Refinaria e o diálogo permanente com o Governo Federal nos temas de infraestrutura, que impactam no desenvolvimento econômico”, enfatizou.

 

Guilherme reforçou que essa sintonia tem permitido ao Governo do Estado a possibilidade de investir e ter confiança para manter a sincronia desse processo, se referindo à retomada das obras e investimentos na Rnest e a previsão de tocar a Transnordestina e o Arco Metropolitano. “Temos um compromisso forte com o Governo Federal de retomar as obras da Transnordestina e botar pra andar as obras do Arco Metropolitano, ambas que se integram com a vocação de Suape de ser o grande porto integrador do Nordeste”, disse.

 

Com a retomada da Rnest, a Petrobras prevê um aumento de 160% na produção em quatro anos. O início das obras está previsto para o segundo semestre e a conclusão, em 2028. Segundo a gerente executiva de Projetos e de Desenvolvimento da Produção da estatal, Mariana Cavassin, atualmente a Rnest produz 100 mil barris/dia de Diesel S10, e passará para 260 mil barris/dia.

 

 

Mesmo com toda a polêmica envolvendo a refinaria, alvo de investigação da Lava Jato, no escândalo do “petrolão”, esquema que envolveu desvios de recursos durante as gestões do PT, os executivos da companhia não revelaram o valor dos investimentos e foram superficiais ao serem questionados sobre quais medidas serão tomadas para que o episódio o não se repita. O projeto foi anunciado em 2005 e orçado em US$ 2,4 bilhões. Mas até agora, a Rnest já custou US$ 18,9 bilhões à Petrobras.

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