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ATOS ANTIDEMOCRÁTICOS

Moraes mantém a prisão de PMs denunciados pela PGR por omissão no 8/1

PMs estão presos desde 18 de agosto, após serem alvos de uma operação conjunta da PF com a PGR. Eles são denunciados por cinco crimes

Publicado em: 29/11/2023 16:42 | Atualizado em: 29/11/2023 16:54

Moraes recusou o pedido de liberdade por entender que ainda há investigações sendo deliberadas (foto: Antonio Augusto/Secom/TSE)
Moraes recusou o pedido de liberdade por entender que ainda há investigações sendo deliberadas (foto: Antonio Augusto/Secom/TSE)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, manteve presos os policiais militares alvos de uma operação conjunta da Polícia Federal (PF) com a Procuradoria-Geral da República (PGR) em agosto. Os sete PMs foram denunciados, mas não se tornaram réus no inquérito que tramita na Suprema Corte.

 

A decisão foi proferida na terça-feira (28). Moraes recusou o pedido de liberdade protocolado pelas defesas dos investigados por entender que ainda há investigações sendo deliberadas. Na operação, cinco policiais foram presos — dentro da cúpula da corporação nos atos de 8/1, o coronel Jorge Eduardo Naime e o major Flávio Silvestre de Alencar já estavam detidos.

 

O processo corre em sigilo, mas a decisão foi confirmada pela reportagem do Correio.

 

 

Denunciados

 

A PGR apresentou contra os coronéis Fábio Augusto Vieira, ex-comandante-geral da PMDF; o coronel Klepter Rosa Gonçalves, subcomandante da PMDF em 8 de janeiro; o coronel Jorge Eduardo Naime Barreto, ex-comandante do Departamento de Operações; o coronel Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra, ex-comandante do Departamento de Operações; o coronel Marcelo Casimiro Vasconcelos Rodrigues, ex-chefe do 1º Comando de Policiamento Regional da PMDF; o major Flávio Silvestre de Alencar; e o tenente Rafael Pereira Martins. Eles estão detidos na 19° Batalhão da Polícia Militar, dentro do Complexo Penitenciário da Papuda.

 

Todos são acusados pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e por infringir a Lei Orgânica e o Regimento Interno da PM. Além dessas acusações, a PGR pede que seja decretada a perda dos cargos dos denunciados.

 

 

Confira as informações no Correio Braziliense

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