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Notícia de Política

ELEIÇÕES 2022

Raquel Lyra defende "estadualização" do debate e critica governo Paulo Câmara

Publicado em: 09/06/2022 14:11 | Atualizado em: 09/06/2022 14:34

 (Foto: divulgação)
Foto: divulgação
Sem apoio de nome forte no plano nacional, Raquel Lyra busca driblar a polarização Lula-Bolsonaro e focar nos desafios de Pernambuco para os próximos anos. Em sabatina promovida pelo UOL e pela Folha de S. Paulo, a pré-candidata do PSDB centrou as críticas no governo do PSB e evitou criticar o ex-presidente Lula (PT).

"Quando a gente coloca que nós vamos estadualizar o debate é justamente para permitir que a gente não passe por um processo eleitoral em Pernambuco sem fazer a discussão política da habitação, da questão da saúde, da geração de emprego independentemente de quem seja o presidente da República. Porque Paulo Câmara passou por três presidentes da república: passou por Dilma, passou por Temer e passou por Bolsonaro, e não foi capaz de empregar soluções em habitação, em água, em emprego, em infraestrutura", afirmou a tucana.

Presidente do PSDB em Pernambuco, estado onde Lula possui grande popularidade, Raquel elogiou os governos do petista e admitiu ter votado no ex-presidente em três oportunidades. "Sabemos do grande ganho que o presidente Lula fez para Pernambuco - é indiscutível isso -, por exemplo, da interiorização das univerisdades, em iniciar um projeto pra trazer a transposição do [rio] São Francisco, a Transnordestina, obras estruturadoras, o projeto de habitação Minha Casa Minha Vida, ações estruturadoras no tempo que a população vivia em menor situação de pobreza e é evidente: essa época do passado é a época que o povo de Pernambuco sente falta pela razão da condição de vida que ele tinha."

"Votei no presidente Lula, inclusive por três vezes; na presidente Dilma por uma vez, porque representava naquele momento tudo aquilo que a gente acreditava e dentro da nossa aliança política o que entendíamos ser melhor pro Brasil, deram contribuições ao Brasil sim e na construção da democracia, na busca do combate à desigualdade e à pobreza", disse Raquel, que na eleição deste ano apoiará Simone Tebet (MDB).

A ex-prefeita de Caruaru também criticou os ataques do presidente Jair Bolsonaro (PL) às instituições, como o STF, e afirmou que "parte do discurso" do mandatário pode ser lido como antidemocrático.

Apesar disso, apontou que "a gente não pode cair na pegadinha de tentar escorar a candidatura estadual – e é isso que os nossos adversários estão fazendo –, usando como muleta a candidatura do presidente Lula ou do presidente Bolsonaro para tentar chegar ao segundo turno sem fazer o debate sobre Pernambuco tão caro a nossa população".

Com foco na gestão estadual, o alvo natural da pré-candidata é o PSB, seu antigo partido. Na entrevista, Raquel afirmou que Pernambuco avançou nos últimos anos, mas que a sigla já não é capaz de levar esperança para o povo. "A gente vive hoje um momento muito ruim e nós continuamos com o governador do PSB. Eu quero deixar muito claro que não é porque vai mudar presidente que o PSB vai fazer um governo melhor do que fez."

Na avaliação da tucana, Paulo Câmara conduz um governo medíocre, o pior da história de Pernambuco, "que não consegue enxergar para além da próxima eleição; um governo encastelado e que acaba por perder a liga com o povo". "Pernambuco está no desalento, no desencanto, na desesperança e precisa projetar um novo momento", defendeu.
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