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Notícia de Política

ESCÂNDALO NA EDUCAÇÃO

Polícia Federal investiga suposta interferência em operação no MEC

Publicado em: 23/06/2022 17:25

 (crédito: Ed Alves/CB/D.A.Press)
crédito: Ed Alves/CB/D.A.Press
A Polícia Federal (PF) afirmou nesta quinta-feira (23) que determinou a instauração de um "procedimento apuratório" para investigar suposta interferência na Operação Acesso Pago, que resultou na prisão preventiva do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro — solto hoje após habeas corpus de sua defesa.

Em nota, a corporação afirma que a investigação foi instaurada após "boatos de possível interferência na execução da Operação Acesso Pago", mas não cita a origem desses boatos.

Tratamento diferenciado 
 
Segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo publicada nesta quinta-feira, o delegado federal responsável pelo pedido de prisão de Ribeiro, Bruno Calandrini, enviou mensagem a colegas afirmando que houve "interferência na condução da investigação", e que a investigação foi prejudicada devido ao tratamento diferenciado dado ao ex-ministro de Jair Bolsonaro (PL). O delegado conduz as investigações que resultaram na operação deflagrada ontem.

Calandrini disse ainda, nas mensagens, que "o deslocamento de Milton para a carceragem da PF em SP é demonstração de interferência na condução da investigação, por isso, afirmo não ter autonomia investigativa e administrativa para conduzir o inquérito policial deste caso com independência e segurança institucional".
 
Milton Ribeiro foi preso preventivamente ontem pela PF por suspeita de envolvimento em um esquema de cobrança de propina, inclusive em ouro, para a liberação de recursos da pasta a municípios. A operação da PF foi batizada de Acesso Pago e também prendeu os pastores Arilton Moura e Gilmar Santos que, segundo denúncia de prefeitos, realizavam as cobranças. A investigação começou após divulgação de áudios, em março, nos quais o ex-ministro falava sobre o favorecimento de municípios que negociavam com os pastores.

Ribeiro foi solto na tarde de hoje após decisão do desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), junto com outros quatro presos na operação Acesso Pago.

Confira a nota da PF na íntegra:
 
Considerando boatos de possível interferência na execução da Operação Acesso Pago e objetivando garantir a autonomia e a independência funcional do Delegado de Polícia Federal, conforme garante a Lei nº 12.830/2013, informamos que foi determinada a instauração de procedimento apuratório para verificar a eventual ocorrência de interferência, buscando o total esclarecimento dos fatos.
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