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Notícia de Política

ELEIÇÕES 2022

Petrobras e críticas a Bolsonaro marcam discurso de Lula

Publicado em: 21/06/2022 14:35

 (crédito: NELSON ALMEIDA/AFP
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crédito: NELSON ALMEIDA/AFP
O pré-candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (SP), aproveitou o lançamento do plano de governo de sua chapa com o ex-governador Geraldo Alckmin (PSB-SP) para criticar de forma dura o atual presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), que busca a reeleição. Lula chamou Bolsonaro de “desumano”, “mentiroso compulsivo”, “desequilibrado” e “cidadão do mal”. Disse também que faltou “coragem” ao presidente para mudar a política de preços da Petrobras.

“Nós temos um cidadão desequilibrado, um cidadão do mal, que não foi capaz de derramar uma única lágrima por 670 mil vítimas da Covid”, disse Lula ao falar do principal adversário nas eleições de outubro, de acordo com as pesquisas de intenção de votos. “É um presidente que não conversa com o Brasil”, declarou. As críticas a Bolsonaro ocuparam quase cinco minutos ininterruptos da fala de quase meia hora do ex-presidente.

Lula também falou da aliança com Gerando Alckmin, “o grande fato novo da política brasileira”. “Eu jamais imaginei que a gente pudesse estar junto em uma campanha”, reconheceu Lula. Para ele, a compreensão do PT e dos partidos aliados que, “num primeiro momento, estranharam”, foi fundamental para a consolidação da chapa que vai disputar a Presidência.

A Petrobras foi outro tema destacado pelo pré-candidato, que criticou as privatizações do setor de infraestrutura e a política de preços da estatal petrolífera, baseado na variação das cotações internacionais e do câmbio. Disse que o presidente só “faz bravatas” porque “não quer brigar com os acionistas, que ficam com o lucro que a Petrobras está tendo e que é exorbitante”.
 
Lula voltou a citar a Bíblia, como tem feito nas últimas semanas, ao repetir a máxima de que “tudo o que a gente quer a gente encontra na Constituição, na Bíblia e da Declaração Universal dos Direitos Humanos”.
 
Saia justa
 
Antes da fala de Lula, o ex-senador Eduardo Suplicy deixou em uma saia justa o coordenador do plano de governo e mestre de cerimônia do evento, o ex-ministro Aloizio Mercadante. Interrompendo a solenidade e postando-se diante de Lula, Suplicy queixou-se de não ter sido convidado para o evento e de que não foi ouvido sobre sua bandeira histórica em favor de uma política permanente de renda mínima.

Ele foi repreendido por Mercadante, que rebateu dizendo que a proposta estava contemplada no plano de governo, em seu item 20, que trata do Bolsa Família. O texto preconiza que o programa de transferência de renda “viabilizará a transição, por etapas, no rumo de um sistema universal e uma renda básica de cidadania”.

Ao falar, Lula saiu em defesa de Suplicy, ao dizer que, por causa da obstinada defesa da renda mínima, o ex-senador deveria “receber o prêmio Nobel”. E elogiou o grupo de trabalho coordenado por Mercadante por ter incluído o tema no plano de governo.

Quando Lula terminou de discursar, dois homens invadiram a sala aos gritos de “corrupto”, mas foram detidos pelos seguranças do hotel que sediou o evento e do ex-presidente. Os dois foram levados, depois, por policiais, para uma delegacia. O evento não era aberto ao público em geral, apenas convidados puderam entrar.

O plano de governo da chapa Lula-Alckmin ficará disponível, por um mês, em uma plataforma da internet, para receber críticas e sugestões dos eleitores. Depois, servirá de base para o programa de governo que deverá ser registrado na Justiça Eleitoral, no momento do registro formal da candidatura.
 
 
 
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