Diario de Pernambuco
Diario de Pernambuco
Digital Digital Digital Digital
Digital Digital Digital Digital
Notícia de Política

REAJUSTES SALARIAL

Guedes avisa que reajuste salarial para servidores federais virá só em 2023

Publicado em: 21/06/2022 08:18

 (Foto: Saulo Ferreira/ME)
Foto: Saulo Ferreira/ME
O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou, ontem, que os servidores públicos devem ter aumento de salário somente no próximo ano. A declaração foi feita durante o evento em comemoração aos 70 anos do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro.

Segundo Guedes, com a redução de gastos com a pandemia, o aumento da produtividade e a maior oferta de serviços digitais para a população, é possível aumentar os salários dos servidores. "Os governos passados contrataram 160 mil pessoas liquidamente. Se aposentam, por ano, de 20 mil a 30 mil por ano. Fizemos o contrário. Os servidores se aposentaram e nós digitalizamos os serviços. A produtividade subiu e pode haver aumento de salário brevemente", explicou.

O governo, inicialmente, queria dar reajustes salariais somente para policiais federais e rodoviários federais — uma das bases eleitorais do presidente Jair Bolsonaro (PL). Porém, o restante do funcionalismo não aceitou a discriminação e exigiu a mesma benesse.

Algumas categorias, como os servidores do Banco Central e os auditores fiscais da Receita Federal, decidiram cruzar os braços em protesto. Foi quando o Palácio do Planalto decidiu conceder um reajuste linear de 5% a todo funcionalismo, percentual que não foi aceito. Desde então, há um impasse entre o governo e os servidores.

Rasteira
No mesmo evento, Guedes afirmou ontem que a diretoria jurídica do BNDES "aplicou uma rasteira" no governo no processo de pagamento dos empréstimos que aumentaram o capital da instituição em mais de R$ 400 bilhões. Segundo o ministro, o jurídico do banco apresentou ao Tribunal de Contas da União (TCU) o argumento de que teria prejuízo se devolvesse ao governo todos os recursos aportados para o aumento de capital.

"A capitalização do BNDES foi feita por meio de um empréstimo com taxa fixa. Quando a inflação sobe, aumenta o subsídio. O Brasil está subsidiando o BNDES. O jurídico do BNDES teve a coragem de ir ao TCU para convencer a Corte de que é o contrário. E o TCU caiu. Falaram que devolver o dinheiro agora implicaria perda ao banco. É o contrário. Estão se beneficiando do subsídio. Vocês deveriam estar devolvendo esses recursos. O Brasil está em guerra", disse o ministro, para constrangimento na plateia. Segundo Guedes, o BNDES já pagou R$ 260 bilhões e ainda deveria outros R$ 140 bilhões ao governo.

Em abril, em uma entrevista, o secretário do Tesouro, Paulo Valle, informou que a dívida ainda seria de R$ 98 bilhões. Na ocasião, ele disse que esperava receber R$ 13 bilhões neste mês e outros R$ 17 bilhões até o fim do ano. Assim, o BNDES deveria devolver R$ 30 bilhões em 2022, menos do que os R$ 54 bilhões previstos no acordo com a equipe econômica.

Caso o banco pague os R$ 30 bilhões em 2022, o saldo de R$ 68 bilhões ficaria aberto para pagamento nos próximos anos. A disputa envolvendo o Tesouro Nacional e o BNDES chegou ao TCU, que estipulou um cronograma para a devolução dos recursos.

A operação sempre foi alvo de resistência do banco, que contava com parte dos títulos repassados pelo Tesouro no seu caixa, reforçando o seu lucro.
Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.
WIDGET PACK - Sistema de comentários
Suspeito de ataque a tiros com seis mortos é detido nos EUA
Manhã na Clube: entrevistas com o pastor Wellington Carneiro e Alexandre Castelano
Planta gigante, prima da vitória-régia, é descoberta em Londres
Manhã na Clube: entrevistas com a deputada estadual Teresa Leitão (PT) e Juliana César
Grupo Diario de Pernambuco